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sábado, 4 de fevereiro de 2012

The Thing: Prequel



Grupo de pesquisa norueguês faz um achado na Antartida: uma nave alienígena que pode estar no gelo a mais de 100.000 anos. Além disso, descobrem um dos cosmonautas, um alienígena que tentara fugir do acidente mas acabou congelado. Levando o bloco de gelo até o alojamento, os cientistas extraem uma amostra para estudo e, durante a comemoração da descoberta, o alien escapa. Todos saem em busca do ser, que acaba devorando um dos pesquisadores mas é morto pelos outros. O que é descoberto após, é que o alienígena tem a capacidade de duplicar organismos vivos, e pode, antes de ter morrido, adquirido a forma de um dos pesquisadores noruegueses.


Excelente prequel para uma das obras primas de James Cameron. O filme é muito bem feito, tem excelentes cenas de ação e termina da mesma forma que começa "The Thing". As cenas de transformação do alienígena são de tirar o fôlego (mesmo feitas em CGI, porém de qualidade). Bastante sangue, monstros correndo queimados e um quadro de atores que segura as pontas são outros pontos fortes do filme. Quem ainda não assistiu e é fã do remake feito por James Cameron, não sabi o ótimo filme que está perdendo. Recomendado.


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Piranhas - 3D


Voltando ontem para casa, após assistir a “Piranha 3D” no Arteplex do Bourbon Country, escutando “The Ramones” no carro, comecei a refletir sobre o que vi na tela grande: quanto tempo fazia que eu não assistia a um filme recente com a cara da década de 80? Muito, mas muito tempo. E é exatamente isso que deixa transparecer a nova película de Aja. Uma grande homenagem aos filmes da década de 80, pelo espírito do filme; um remake de “Piranha” (que já era quase que um “rip-off” [ou até um remake, se desejarem] de “Tubarão”, de Spielberg) que traz tudo que eu, como fã, gosto de assistir em um filme de terror.



Começando com um pequeno resumo: Piranhas pré-históricas que estavam presas em um lago subterrâneo abaixo de outro lago, conseguem passagem para o lago superior por intermédio de um tremor submarino. Neste lago, durante as férias de Primavera, jovens “descompromissados” estão curtindo o tempo livre com muita cerveja, curtição e exposioção gratuita de seus corpos. É claro que em uma junção destas duas variáveis, o resultado é um banho de sangue memorável.

O filme não tem só acertos, tem erros também. Existem algumas coisas intragáveis (que podem estar ali somente como uma referência aos “trashs” da década de 80, como podem também ser burradas de roteiro) durante os 88 minutos de projeção. Tentando citar elas em ordem cronológica durante o filme: Por que o redemoinho em uma parte do lago quando a rachadura acontece? Os espaços a serem preenchidos nem era assim tão grande para demandar tanta fuga d’água. Se as piranhas sobreviveram canibalizando-se, como existiam tantas e como, além disso, existiam tantos ovos presos ao que parecia ser algas?? Quando as criaturas partem para este extremo e, devido ao tempo em que elas ficaram presas no lago subterrâneo (acredito eu, milhares de anos) provavelmente já estariam extintas. Por que diabos os policiais estavam dando tiros de escopeta para tentar matar as piranhas, durante o ataque em Lake Victória? Se eles pensassem um pouco, com aqueles tiros eles iriam matar mais turistas que piranhas... Por que cargas d’água as piranhas pararam de atacar as pessoas que estavam dentro d’água durante o ataque? Parecia que, inclusive, elas tinham somente a intenção de matar a maior quantidade de pessoas e não de se alimentar, que é o que é proposto no filme para os ataques.



Em contra-ponto, a gama de acertos é muito maior e faz, no meu ver, com que este tenha sido um dos melhores filmes de terror que eu assisti no ano de 2010. O quarto do garoto com um pôster dos “Ramones”, do disco clássico “Rocket to Russia”, além de posteres do talking Heads entre outros nunca seria visto mais em um quarto, num filme atual. Os quartos dos filmes de hoje são quase sempre bem limpinhos, clean, com um PC e uma cama. O deste filme não: o quarto é cheio de posteres na parede, a cama toda bagunçada, enfim, do jeito que se via nos filmes da década de 80. E do jeito que realmente é um quarto de adolescente. Ele usando uma camisa do “Pixies” e não do “Justin Bieber” já é outro avanço significativo. A enxurrada de peitos, nudez, bagaceirices e sangue durante toda a projeção é outro ponto a favor de um filme que homenageia gêneros e épocas das produções de terror. Homenagens a “Braindead”, “Back to the Future”, “Alien³” (veja as fotos abaixo) e uma série de outros clássicos estão presentes.



A cena do ataque, mostrando todos os corpos meio-devorados sendo retirados da água, pernas meio comidas, corpos se dividindo, pessoas sendo transportadas pela metade, um cara com uma lança destroçando todos a sua frente com a hélice e terminando arrancando o couro cabeludo (e parte da pele da face de uma garota). A cena onde Eli Roth tem a cabeça esmigalhada, com sangue jorrando em uma garota, ou onde um cabo de aço divide quase ao meio uma garota, sem antes cortar a parte de cima do biquini e termos um belo visual de seu par de “boobs”; tudo isso mesclado a muito sangue jorrando, sendo que a água do lago fica tingida de vermelho e a excelente maquiagem de Greg Nicotero fazem um prato cheio para os fãs das tranqueiras da década de 80, onde com a tecnologia dos efeitos aumentanto, estes efeitos nojentos eram explorados ao máximo.

Além disso tudo, o filme dosa muito bem partes sérias (e tensas) com cenas de humor negro. Como a muito tempo não se vê.



Bom, saibam os fãs que ao irem assistir ao filme, vão com o intuito de curtir 88 minutos de pura diversão descompromissada. E assistam em 3D, vale muito a pena. O filme foi feito para ser assistido desta maneira. Existem cenas que perdem bastante da graça se estes efeitos não forem explorados.

Para terminar, só uma observação: o sistema I-MAX, para filmes em terceira dimensão, é uma completa merda: os filmes ficam escuros e os efeitos não são dos melhores e mais convicentes. Se puderem optar, escolham o sistema Real 3D que é deveras melhor.

Bom filme e apreciem a enxurrada de tetas na tela...

terça-feira, 11 de maio de 2010

A Hora do Pesadelo (remake)

A história, acredito, seja de conhecimento geral: um pedófilo é morto pelos pais dos abusados e retorna para matar nos sonhos dos mesmos. Nancy é a personagem principal e descobre um jeito de enfrentá-lo. O filme original (dirigido por Wes Craven) de 1984 já é um clássico do gênero, com uma história original e um vilão interessantíssimo vivido por Robert Englund. Mas o que este remake não tem do original (o remake é quase uma cópia da história original, mudando algumas coisas) que o deixa tão ruim? Tudo. Aliás, pra mim, só o que eu achava chato no original voltou neste remake.

Comecemos a destroçar pelo vilão: Freddy Krueger. Primeiro: a maquiagem não ficou tão boa quanto à do original. Tentaram dar mais originalidade a face do monstro, para que ele parecesse mais com uma pessoa queimada, mas não adiantou. O Freddy original é muito, mas muito melhor. Jackie Earle Haley (Watchmen, ele faz o Rorschach) até tenta, e não se sai tão mal, mas é impossível não comparar com o Freddy de Englund. E comparando...

Outra coisa em que o filme peca é “amaciar” nas mortes para que a idade de restrição baixe de 18 para 16 anos. Isso afetou em muito ao filme. A melhor morte do filme original, a do personagem interpretado por Johnny Depp, onde ele é estrebuchado por Freddy na cama onde dormia, com grande profusão de sangue é refeita neste remake. E de forma porca. Colocaram a personagem Kris (Katie Cassidy, protagonista da Rudy em “Supernatural”) a se debater no teto de seu quarto e ter o corpo fatiado (mas sem mostrar nenhum dos órgãos internos, como no original) antes de morrer. Além de o sangue ter sido poupado nesta cena, também.

Comparação entre os dois Freddy Krueger; acima, Robert Englund, abaixo, Jackie Earle Haley. 

Modificaram um pouco do enredo da história. Freddy agora é um jardineiro de uma escola de educação infantil, e é morto em um depósito, longe da Rua Elm, onde era sua casa, no original. Aliás, este Freddy parece um retardado, brincando com criancinhas e aliciando-as na escola. Diferente do monstro criado por Craven que perpetua suas maldades pelos sonhos das pessoas. Referência a Elm Street, onde se dá o confronto final do filme original onde morava Freddy Krueger, onde morava a maioria dos envolvidos com a morte dele no passado, só brevemente, mostrando a placa da rua onde moram algumas das vítimas. Porra, nem isso os caras deixaram. Não precisava ter nem no título “A Nightmare on Elm Street”, poderia ser muito bem “A Nightmare on Badham Pre School” que não teriam importância alguma. Pelo menos a musiqueta do Freddy continua igual.

Outra coisa que me incomodou bastante no filme foi a quantidade de faíscas que saíram das lâminas do Freddy. Cada vez que ele passava as lâminas em algo de metal, parece que um mandril entrava em ação e produzia faíscas a torto e a direito.

Sobre o que mantiveram que eu achava chato no primeiro filme e achei pior agora é que os personagens a toda hora estão dormindo. Mas a toda hora mesmo. O cara nada e começa a dormir, estão caminhando e começa a dormir; porra, só faltou mostrar eles trepando e de repente aparecer a cara do Freddy no parceiro. Mesmo com a explicação dada no filme, isso fica chato pra caralho.

Uma coisa que me deixou com medo, nos créditos iniciais, foi o nome de Michael Bay como produtor. Cheguei a pensar que o Freddy viria de bazuca, só para que algumas explosões aparecessem no filme... Felizmente isso não aconteceu.

E o final do filme!? Ah, o final do filme. Dava pra ter ficado sem ele. Além de matar nos sonhos, o Sr. Freddy começou a matar através dos espelhos também??? Sinceramente, não lembro se isso existe no original, pois não reassisti ele. Mas ficou uma merda neste remake. Uma merda com “M” maiúsculo.

Se caso for feita uma continuação desta bosta de filme, por favor, que pelo menos se passe na Elm Street, para que o título possa ter sentido...