segunda-feira, 24 de maio de 2010

Don't Panic a.k.a. A Maldição de Ouija


Grupo de jovens, no aniversário de 17 anos de um deles, resolvem comemorar a data brincando com uma tábua Ouija. Na hora, o jogo não resulta em nada. Porém, após todos saírem da casa e o último derramar vodka em cima da tábua, o demônio aparece e encarna em um dos amigos.

Produção México-americana de 87 (pelo menos era o que dizia no final dos créditos). Para os saudosistas que viram a emissora do Sr. Sílvio Santos surgir, este era um dos filmes cuja emissora passava propaganda, junto com "Tuff Turf" entre outros para que os telespectadores fossem as locadoras de VHS alugar. Aliás, na época nunca consegui assistir. Só fui conseguir assistir hoje a noite, após baixar da web. O filme é simplesmente ridículo. Mas é daqueles que, de tão ridículo se torna engraçado. Bom, começo descrevendo então os personagens principais, Alex e Michael, dois adolescentes começando a descobrir o amor. Ele, um alemãozinho de cabelo encaracolado com mullet que passa 2/3 do filme trajando os pijamas mais ridículos que já vi (de dinossauro e ainda "pega pinto". Não sei se "pega pinto" é gíria em outros Estados, mas significa que o pijama é mais curto, deixando os pulsos e tornozelos a mostra). Alex é uma garota rica e com um detalhe muito peculiar: é MONOcelha, ou seja, tem a sombrancelha direita e a esquerda unidas, com pelos acima do nariz (imagino como são os pelos em outras partes do corpo).

Outro detalhe muito particular no contexto do filme é a origem de tudo. No começo, durante a sessão com a tábua Ouija, os dois amigos Michael e Tony (que é possuído) descutem a respeito da brincadeira. Eles falam algo sobre um tal de Virgil e que não iriam fazer aquilo de novo. Inclusive a mãe dele diz que ia ter uma conversa muito séria com ele por estar novamente usando a tábua. pois bem, é este espírito, Virgil, que se apossa do corpo de Tony e sai matando todos os presentes na sessão Ouija. Mas, até o final do filme, não sabemos que é este tal de Virgil e o que ele tem a ver com Michael e Tony. Simplesmente o filme deixa no ar a pergunta e não responde, achando que quem está assistindo só pode ser idiota e não notar que isto não aconteceu.

Outro detalhe que não pode fugir aos olhos de quem (corajoso) for assistir ao filme é que, enquanto Virgil possuindo o corpo de Tony sai para matar suas vítimas, Michael fica com os olhos vermelhos e consegue assistir, pelos olhos do corpo de Tony, tudo que está acontecendo. Nestes momentos ele fica cego: bate em paredes, dá de cara com um posto, quase cai de escadas entre outras coisas. Porém consegue andar em sua Caloi Cross com toda a destreza do mundo, sem se preocupar com os objetos ou carros que podem aparecer na sua frente. Outro detalhe da caloi Cross é que ela serve como "meio de transporte" para ele passear em seu primeiro encontro com Alex (uma das cenas mais ridículas do filme). Esta cena só não ganha do final piegas (e péssimo) e da frase do amigo Tony sobre uma rosa mágica para simbolizar o amor entre os dois, Michael e Alex. O filme é uma sucessão de furos, como uma cena onde Michael é suspenso e, acredito eu, sem querer, seu corpo vira, revelando os cabos que o estão puxando pra cima, mas de forma o mais descarada possível.

Bom, chega de "estragar" as surpresas deste slasher. Quem quiser dar risadas (principalmente com o pijaminha, citado inclusive no IMDB), assista esta pérola. É extremamente ruim, mas muito, muito engraçado.
Nota: 5,0 (pelo saudosismo, bons tempos de TVS e pelas cenas ridículas, que são de rachar de rir).

ReGOREgitated Sacrifice


Sinopse (Vou apenas traduzir o que está no site):

"A diabólica descrição da dimensão alternativo-paralela dos suicídios simultâneos de Kurt Cobain e da atriz porno bulímica Angela Aberdeen visto através da atividade mental na jornada para morte clínica de Angela como resultado de sua auto-induzida morte por afogamento."

Para quem quiser conhecer algo mais sobre o diretor e o filme, que faz parte de uma trilogia (este é o segundo filme, sendo o primeiro Slaughter Vomit Dolls):


Definitivamente uma das coisas mais bizarras e doentias que eu tive a oportunidade de assistir. No primeiro da trilogia, vc vê as alucinações doentias da Angela, que era uma prostituta bulímica que se mata afogada em uma banheira, em sua descida para o inferno, em decorrência de um pacto feito com o demônio. Eu tive uma interpretação diferente do primeiro filme, mas... Aliás, os dois filmes são uma viagem total. Um monte de imagens repetidas a todo instante, com cenas de extremo gore, espancamento (real), vomitos, vomitos, vomitos e mais vomitos. É um filme só para quem tem estômago forte. Ele tem seus pontos altos: a maquiagem e efeitos gore são muito reais e bem feitos.

As duas gêmeas, chamadas "Black Angels of Hell", que são quem conduzem Angela por seus devaneios, são duas putas dementes, que junto com Lucifer Valentine (diretor, roteirista, editor e responsável pelos efeitos) e Hank Skinny (o cara que vomita e come o próprio vômito) formam o time de "freaks" que trazem estes filmes extremos para os curiosos de plantão.
Pra quem é adepto aos filmes extremos e ainda não conhece esta trilogia, sugiro que dê uma olhada. Em relação a chocar e enojar o espectador, este filme bate a série "Guinea Pig".

Blood Freak

Motoqueiro resolve ser cobaia em experiência com perus e acaba se dando mal.
Desculpem pela sinopse de merda, mas não é ela que é interessante neste filme. Para os mais curiosos, segue um link com um comentário mais aprofundado sobre o filme, assim como fotos:

Eu já assisti a filmes ruins, mas este é um dos piores. Porém, se enquadra naquele dito: "Quanto pior, melhor". O filme é divertidíssimo do início ao filme pelas bizarrices e amadorismo. Lançado em 1972, "Blood Freak" pode ser chamado de "filme anti-drogas".

Um motoqueiro está guiando por uma rodovia quando encontra uma garota parada com um defeito no carro. Ela o leva pra casa, depois do concerto, e lá ele conhece a sua irmã, que depois de introduzí-lo ao mundo das drogas (maconha) vira sua amante.

Como esta sem dinheiro, o motoqueiro resolve seguir o conselho do pai da garota, que o leva até um matadouro de perus para que ele trabalhe. Lá no matadouro ele conhece dois "cientistas" que propõe que ele se torne uma cobaia em experimentos para melhorar a carne dos perus, assim como adiantar seu abate. Eles utilizam diversos produtos químicos para isso. Enquanto isso, antes de aceitar o emprego, o motoqueiro volta a casa de sua amante onde tem um ataque de "abstinência" de maconha (nunca tinha visto isso na minha vida) e só se acalma depois de terminar com uma "ponta". No outro dia ele começa os testes e recebe um peru para degustar, para ver se os produtos não causam nenhum efeito colateral. A mistura de drogas e dos químicos o transformam no primeiro monstro com cabeça de peru da história. O monstro é sedento por sangue "batizado" com drogas. Então ele começa sua cruzada apara achar garotas drogadas, colocá-las de cabeça pra baixo, fazer um buraco no pescoço com uma chave de fendas e beber o sangue delas.

O ator que interpreta o motoqueiro e o monstro com cabeça de peru e um brutamontes com vitiligo que nunca atuou na vida. Cenas muito mal feitas para fechar buracos no tempo do filme, com o "cabeça de peru" andando na mata aparecem a toda hora.

Tirando o amadorismo e os péssimos atores, o filme é divertidíssimo para aqueles que gostam de podreiras para dar boas risadas. Nada se salva, tudo é péssimo: história, atores, cenário, maquiagem, sangue falso, roteiro, moral por trás da história, etc.

terça-feira, 11 de maio de 2010

A Hora do Pesadelo (remake)

A história, acredito, seja de conhecimento geral: um pedófilo é morto pelos pais dos abusados e retorna para matar nos sonhos dos mesmos. Nancy é a personagem principal e descobre um jeito de enfrentá-lo. O filme original (dirigido por Wes Craven) de 1984 já é um clássico do gênero, com uma história original e um vilão interessantíssimo vivido por Robert Englund. Mas o que este remake não tem do original (o remake é quase uma cópia da história original, mudando algumas coisas) que o deixa tão ruim? Tudo. Aliás, pra mim, só o que eu achava chato no original voltou neste remake.

Comecemos a destroçar pelo vilão: Freddy Krueger. Primeiro: a maquiagem não ficou tão boa quanto à do original. Tentaram dar mais originalidade a face do monstro, para que ele parecesse mais com uma pessoa queimada, mas não adiantou. O Freddy original é muito, mas muito melhor. Jackie Earle Haley (Watchmen, ele faz o Rorschach) até tenta, e não se sai tão mal, mas é impossível não comparar com o Freddy de Englund. E comparando...

Outra coisa em que o filme peca é “amaciar” nas mortes para que a idade de restrição baixe de 18 para 16 anos. Isso afetou em muito ao filme. A melhor morte do filme original, a do personagem interpretado por Johnny Depp, onde ele é estrebuchado por Freddy na cama onde dormia, com grande profusão de sangue é refeita neste remake. E de forma porca. Colocaram a personagem Kris (Katie Cassidy, protagonista da Rudy em “Supernatural”) a se debater no teto de seu quarto e ter o corpo fatiado (mas sem mostrar nenhum dos órgãos internos, como no original) antes de morrer. Além de o sangue ter sido poupado nesta cena, também.

Comparação entre os dois Freddy Krueger; acima, Robert Englund, abaixo, Jackie Earle Haley. 

Modificaram um pouco do enredo da história. Freddy agora é um jardineiro de uma escola de educação infantil, e é morto em um depósito, longe da Rua Elm, onde era sua casa, no original. Aliás, este Freddy parece um retardado, brincando com criancinhas e aliciando-as na escola. Diferente do monstro criado por Craven que perpetua suas maldades pelos sonhos das pessoas. Referência a Elm Street, onde se dá o confronto final do filme original onde morava Freddy Krueger, onde morava a maioria dos envolvidos com a morte dele no passado, só brevemente, mostrando a placa da rua onde moram algumas das vítimas. Porra, nem isso os caras deixaram. Não precisava ter nem no título “A Nightmare on Elm Street”, poderia ser muito bem “A Nightmare on Badham Pre School” que não teriam importância alguma. Pelo menos a musiqueta do Freddy continua igual.

Outra coisa que me incomodou bastante no filme foi a quantidade de faíscas que saíram das lâminas do Freddy. Cada vez que ele passava as lâminas em algo de metal, parece que um mandril entrava em ação e produzia faíscas a torto e a direito.

Sobre o que mantiveram que eu achava chato no primeiro filme e achei pior agora é que os personagens a toda hora estão dormindo. Mas a toda hora mesmo. O cara nada e começa a dormir, estão caminhando e começa a dormir; porra, só faltou mostrar eles trepando e de repente aparecer a cara do Freddy no parceiro. Mesmo com a explicação dada no filme, isso fica chato pra caralho.

Uma coisa que me deixou com medo, nos créditos iniciais, foi o nome de Michael Bay como produtor. Cheguei a pensar que o Freddy viria de bazuca, só para que algumas explosões aparecessem no filme... Felizmente isso não aconteceu.

E o final do filme!? Ah, o final do filme. Dava pra ter ficado sem ele. Além de matar nos sonhos, o Sr. Freddy começou a matar através dos espelhos também??? Sinceramente, não lembro se isso existe no original, pois não reassisti ele. Mas ficou uma merda neste remake. Uma merda com “M” maiúsculo.

Se caso for feita uma continuação desta bosta de filme, por favor, que pelo menos se passe na Elm Street, para que o título possa ter sentido...

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Home de Ferro 2

Eu sou suspeito sempre quando falo ou escrevo algo sobre comics. Assim como ouvi entrevistas de pessoas que detestaram o “Alice no País das Maravilhas” de Tim Burton, em função de que não tinha nada a ver com a obra de Lewis Carroll (pseudônimo do matématico Inglês Charles Lutwidge Dodgson). Quando eu assisto a um filme sobre quadrinhos, gostaria que a essência (pelo menos) do que o autor em sua mídia original deixou transparecer. E este é um grande problema com todas (sem exceção) adaptações da Marvel ou DC (citando apenas as duas maiores). E não é diferente com a nova investida da Marvel, “Iron Man 2”.

Partindo do final do primeiro filme, nesta nova parte da saga do “Vingador Dourado-Escarlate”, vemos Tony Stark (Robert Downey, Jr., novamente muito bem no papel) declarando para o mundo que ele é o Homem de Ferro. Ivan Vanko (Mickey Rourke, ótimo no papel de vilão), filho de um cientista que trabalhou com o pai de Tony Stark, e que agora jura vingança contra o herói, contrói uma armadura cuja arma é um chicote eletrificado. Usando esta armadura numa corrida em Mônaco, ele tenta matar Tony que guiava o carro patrocinado por sua empresa na corrida, numa das melhores cenas do filme. Depois de preso, ele é libertado por um concorrente da Stark Enterprises que usa suas habilidades para tentar criar uma cópia da armadura do Homem de Ferro e vender a tecnologia para o governo americano. Além disso, Tony Stark está sofrendo um processo de envenenamento por Paládio, fonte de energia que faz com que o coração artificial criado por ele no primeiro filme continue funcionando.

A história do primeiro filme é melhor, mas isso é óbvio. Contar a origem de um herói é sempre mais fácil do que contar uma aventura isolada do mesmo. As melhores histórias em quadrinhos quase sempre são minisséries, que ficariam mutiladas se colocadas em filmes de 90 minutos. Mesmo assim, o segundo filme não faz feio e é bastante bom. A trilha sonora é um deleite a parte, liderada por duas músicas do AC/DC (Shoot to Thrill e Highway to Hell, nos créditos finais). Infelizmente, uma das partes mais marcantes da vida nos quadrinhos de Tony Stark (que resultou na quase falência da Stark Enterprises, a criação do “War Machine”, que é a armadura de James Rhodes, entre outras coisas interessantes), que é a fase onde ele é mostrado como um alcoólatra é muito pouco aproveitada neste filme. Além disso, os personagens coadjuvantes também estão muito bem, destaque para Samuel L. Jackson, como Nick Fury e Scarlett Johansson, como Viúva Negra. A cena onde ela invade a empresa de Hammer e derruba diversos seguranças é muito boa. Os efeitos especiais novamente são um show a parte. Os CGIs são bastante reais e muito bem feitos. Novamente, Stan Lee faz ponta (como em todos os filmes com personagens da Marvel) como um fã de Tony Stark, quando mostra a saída dele do comício, no começo do filme, com a câmera filmando a visão de Tony. Após os créditos iniciais, como vem acontecido seguidamente nos filmes da Marvel, mais um prelúdio para o Mega filme esperado para 2012, “The Avengers”. Neste prelúdio, vemos uma cratera no Novo México produzido por Mjolnir, o martelo de Thor.

Mesmo com as adaptações, o filme é bom e merece ser conferido nos cinemas.