quarta-feira, 21 de julho de 2010

Snuffs - Críticas Rápidas

Aproveitando os últimos filmes assistidos no Fantaspoa, em sua edição VI, segue pequenas resenhas sobre “snuffs”. Pra quem não sabe, “snuff” é um filme onde acontece uma morte real, filmada em vídeo, quase sempre com teor pornográfico incluído. Um caso famoso de um falso “snuff” (pois, até hoje, estes filmes não passam de lendas urbanas) aconteceu na década de 90, quando o ator Charlie Sheen, de posse do segundo filme da série Guinea Pig (o melhor, no meu ver), ligou para a polícia acusando os realizadores de assassinarem a atriz. Isso resultou num making off do primeiro e do segundo filme, para que os autores japoneses pudessem provar sua inocência. Outro caso, que foi inclusive para a justiça, foi o de Cannibal Holocaust. Ruggero Deodato teve que contar os segredos por trás de alguns efeitos especiais de seu filme para se liberar da prisão. Outro incidente interessante sobre o filme é que Deodato pediu para os atores que sumissem realmente por um tempo, para dar mais veracidade à película. Bom, mas vamos às resenhas:

The Life and Death of a Porn Gang


Diretor recém saído da faculdade, sem conseguir verba para seu primeiro filme, encontra-se com um diretor de filmes pornô que lhe dá uma chance. Ele filma um “pornô” diferente do que o produtor queria e o mesmo ameaça para que ele pague o valor gasto com a película. Para isso, ele monta um teatro pornô e tenta apresentar sua peça em um teatro, mas é banido. Então, junta os atores e parte para um teatro itinerante pela zona rural. Numa destas apresentações, encontra-se com um misterioso homem que lhe propõe um negócio: fazer snuff com pessoas que desejam morrer e dar o dinheiro desta morte para suas famílias.

Ótimo filme Sérvio. O tema é bem apresentando; alguns dos personagens são muito bem explorados. Diversas cenas de sexo explícito, inclusive uma de bestialidade, algumas enxertadas, dão um toque exótico (como no filme “They Called Her One Eye”, famoso filme de vingança) ao filme. As mortes são muito bem realizadas, com efeitos muito bem feitos. Para quem gosta de snuff, o filme é um prato cheio.



Massacre esta Noche


Diretor, tentando arrumar dinheiro para terminar seu filme, um slasher, aceita trabalhar como câmera man em um outro projeto. Chegando ao local de filmagem, ele se encontra com um amigo, astro de filmes pornô e se prepara para filmar. Depois de um boquete, o ator sai de cena e outro entra, empunhando um machado e decapitando a atriz. O câmera se espanta, mas tenta manter a linha para não ser morto.

Snuff argentino, bem mais ou menos. Eu gosto de filmes que, no final, te fazem pensar um pouco. Porém este, no final, te deixa sem saber “pra onde correr”. O filme simplesmente acaba com o camera man correndo, sem destino, pela floresta. Ou seja, o que aconteceu com ele: ele conseguiu fugir, conseguiu chamar as autoridades para declarar o crime? Infelizmente, não fica se sabendo nada disso ao final do filme. Não é o que tem de melhor (no Fantaspoa assisti “Recortadas”, que é muito melhor) o cinema argentino, mas vale uma conferida.


Pornography


Ator pornô gay tenta um último filme antes de se aposentar. Porém o filme que ele arrumou se torna um snuff. Corta para 14 anos no futuro e vemos a história de um casal gay. Um deles um escritor que está pesquisando filmes pornô gay para um livro, encontra a fita onde foi gravada a morte do ator de 14 anos atrás.

Filme gay, com diversas cenas eróticas de sexo homossexual, com a temática snuff. Depois de assistir a um slasher gay (Hellbent), e pegando o ritmo dos outros dois filmes que assisti, baixei este também. O filme é bastante confuso em algumas partes, tem diversas reviravoltas, tem partes que ele parece algo sobrenatural. Aliás, pela temática, o filme lembra “The Lost Highway” de David Lynch pelos sonhos e confusão dos atores. O grande problema é que é bastante longo. Poderia ter, no mínimo, uns 25 minutos menos que surtiria o mesmo efeito em contar a história, sem ficar demasiado tedioso. Vale conferir por ser um filme diferente.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Paganini Horror


Recentemente re-assisti a este filme em uma das sessões comentadas pelo diretor Luigi Cozzi, no Fantaspoa, e resolvi colocar alguns comentários a respeito dele.

“Paganini Horror” é um filme bastante raro, difícil de conseguir uma cópia VHS de quando ele foi lançado no Brasil, pela desconhecida distribuidora Yellow Filmes.

O filme fala de uma banda que está tendo uma crise criativa até que o baterista, em contato com uma pessoa misteriosa e em troca de alguns milhares de dólares, consegue a partitura de uma música composta por Nicolò Paganini. Esta música, segundo reza a lenda, teria sido composta para uma seita secreta por Paganini e permanecia desconhecida até os dias de hoje.

A vocalista e líder da banda, ouvindo a melodia tocada pelo baterista em um piano (??), juntamente com a empresária da banda, decidem fazer um vídeo clipe. Decidem-se, então, por um casarão onde supostamente Paganini fez um pacto com o diabo para fama e contratando um diretor de filmes de terror para dirigir o filme.

Chegando ao casarão, depois de gravar uma parte do clipe, a baixista da banda é morta por Paganini, que utiliza um violino com uma lâmina retrátil para matá-la. Os outros que estão no casarão decidem sair para procurá-la e, no decorrer, acabam sendo mortos um a um.

Como disse, assiste a sessão comentada pelo diretor. O filme começa com a estrutura de um slasher: temos um assassino mascarado (Paganini) que utiliza, como “instrumento de trabalho”, um violino com uma lâmina. Mas a partir da morte do baterista da banda, o filme muda o rumo e se torna mais sobrenatural. A questão do ciclo sem fim, usada também no filme de David Lynch, “The Lost Highway”, é explorada como explicação para os acontecimentos do filme.



Mas mesmo sendo um filme divertidíssimo e que proporciona a plateia (como pude comprovar na sessão), diversas gargalhadas em função das explicações científicas, ele tem diversos problemas.

Existe um personagem que aparece e desaparece, sem dar maiores explicações. Durante as filmagens, existe um técnico que faz os efeitos de fumaça. Depois de um certo tempo, ele simplesmente desaparece e nunca mais volta a ser filmado. Posso até ter visto errado, mas não acho que era o baterista que estava fazendo os efeitos. Existe uma gravação num estúdio, de uma das músicas cuja qual a empresária e produtora da banda desgosta. Esta música, no estúdio, é interpretada pela banda como se elas estivessem em um show. A vocalista, a baixista e a guitarrista não tinham nem retorno para ouvir o que estava acontecendo. Além disso, a forma coo elas tocam os instrumentos é constrangedora. Em certa parte do filme, aparece uma de Albert Einstein, tentando dar uma explicação científica as viagens temporais, assim como diversas fórmulas na parede, inclusive a famosa fórmula de Einstein, E=mc², que calcula a energia de um corpo de massa “m” quando ele viaja a velocidade da luz. A fórmula, no caso, deveria ter sido a deste site:


Bom, chega de falar mal. O filme é bom, é divertido, e merece ser visto e receber um lançamento em DVD aqui no Brasil. Eu fui um dos priveligiados (a sessão estava lotada) de poder assistir ao filme em tela grande e escutar da boca de quem fez todos os detalhes desta obra interessante.


terça-feira, 29 de junho de 2010

The Zombie Survival Guide


Na literatura, zumbi é um gênero bem pouco explorado. Tirando poucos romances, como World War Z, de Max Brooks e alguns contos que eu li de Stephen King e outros autores, a literatura está bastante deficiente.

O livro em questão é “Zombie Survival Guide”, de Max Brooks, que foi lançado em 2003. Neste livro, o autor prepara o seu leitor a enfrentar quase todo o tipo de ameaça provindas de um zumbi, que ele define no começo do livro. Além disso, relata quais as melhores armas para combatê-los, os melhores lugares para se esconder e montar uma base, em qual lugar da Terra vc deve se “mudar” caso um holocausto ocasionado por zumbis aconteça, etc.

Ele parte do pressuposto que os zumbis são uma ameaça real, com diversos fatos históricos descritos ao longo da história da humanidade, que aparecem no capítulo “Recorded Attacks”. Além destes fatos, ele afirma que os zumbis são pessoas que, infectadas por um vírus chamado “Solanum”, morrem e se levantam após a morte comandadas por este vírus, que tem intuito de se disseminar pelos métodos conhecidos por todos que assistem filmes de zumbi.

Porém, nesta parte do livro, em que ele tenta descrever cientificamente um zumbi, ele comete uma gafe: em um ponto ele diz que os zumbis consegue escutar, enxergar e cheirar como nós, humanos. Porém em outro ponto ele diz que os zumbis não podem sentir dor, por que não seus terminais nervosos não funcionam mais. Ora, se os terminais nervosos não funcionam mais, como o olho, por exemplo, consegue transmitir a imagem para o cérebro????


Tirando esta incoerência, o livro é bastante interessante, apresenta diversas situações que vc vê em filmes de terror sobre zumbis, mostra algumas situações bem diferentes e se mantém interessante até o final. Não é a toa que se tornou um best seller e seu autor, inclusive, deu palestras sobre o conteúdo.

Não sei se está traduzido para o português, mas pra quem gosta do gênero, é uma fonte interessante de mais material sobre zumbis. Inclusive com um comparativo entre os zumbis “haitianos”, “ressuscitados” por intermédio do voodoo e os zumbis verdadeiros, os mortos-vivos como são vistos desde que o Sr. George Romero os criou em 1968. Boa leitura!!



The Last Broadcast


Um ano antes de “The Blair Witch Project”, em 1998, este filme que tem o mesmo plot é lançado. Porém, diferente de seu predecessor, não obteve o mesmo sucesso.

Neste, vemos um David Leigh, um diretor realizando um documentário sobre assassinatos ocorridos em Pine Barrens, New Jersey em 1995. Jim Suerd foi acusado de matar e esquartejar 3 pessoas, sendo que uma delas não foi localizada.

Leigh começar a documentar toda a trajetória do quarteto, que era formado por Jim, mais um sonoplasta, e os dois apresentadores de um programa chamado “Fact or Fiction”, que tratava de casos paranormais e sobrenaturais misteriosos. Por intermédio de um chat, alguém sugere que eles façam uma investigação sobre o Demônio de Jersey, que teria supostamente cometido crimes no mesmo local onde eles foram mortos, Pine Barrens.

Jim apresenta-se como um paranormal que iria levar o grupo para o local onde, segundo ele, as mortes aconteceram. Porém, depois de uma noite, somente Jim volta sem se lembrar do que ocorreu naquela noite exatamente.

David Leigh, então, investiga, recria os passos do grupo com fitas gravadas por eles até que, certo dia, certa fita, quase que totalmente destruída chega as suas mãos. Uma programadora, especializada em recuperação de dados magnéticos, entra em cena e tenta descobrir se o assassino realmente foi condenado ou se prenderam a pessoas errada.

Com o mesmo enfoque de “Bruxa de Blair”, inclusive o mesmo cenário, com uma crendice local (o tal demônio de Jersey, que não tem uma explicação formal no filme) e um caso mal solucionado, “The Last Broadcast” tenta, primeiro, fazer o sucesso usando a internet como enfoque principal. O filme se desenrola bem até perto do final, quando o assassino é revelado. E é aí que, no meu entender, o filme perde todo o charme e a lógica...

Como não vou contar o que acontece, o melhor é, para os curiosos de plantão, assistirem o filme e tirarem as próprias conclusões. Não é um filme ruim, aliás, é bem feito. O problema é que se torna repetitivo, diversas vezes mostrando as mesmas cenas.

Para quem quiser assistir, tem pra baixar na web com legenda em português no legendas.tv.


segunda-feira, 14 de junho de 2010

4 Filmes de Zumbi

Tomando emprestado o formato de “Críticas Rápidas” do Sr. Felipe Guerra, segue 4 filmes que assisti recentemente que valem algum comentário:


 
ADA ZOMBILERIM DUGUNU

Filme turco de zumbis. A Turquia é famosa entre os fãs de tranqueiras pelas cópias descaradas que fazia dos filmes de Hollywood nos anos 60 e 70 (e acho, também, na década de 80). Este filme de zumbis junta diversas ideias de outros filmes, mas pelo menos é original, sem plagiar outras obras.

Alguns amigos vão ao casamento de outro amigo em uma ilha perto da costa da Turquia. Chegando lá, quando os convidados estão na festa dançando, um zombie invade a festa e o horror toma conta de todos na ilha.

Feito todo em primeira pessoa, como “[REC]” e “Cloverfield” e mostrando um bom trabalho de maquiagem, este longa turco não faz feio e é bastante interessante para aqueles que achavam que de lá, só vinha tranqueiras de baixa qualidade.

Aos curiosos, segue o link para fazer download, com legendas em espanhol:




LA HORDE

A França vem nos presenteando com grandes filmes de terror. Ousados, violentos, abusando do gore, filmes como “Frontiers” vem fazendo grande alvoroço entre os apreciadores do gênero.

Em “La Horde”, um grupo de policiais invade um prédio em busca de vingança contra traficantes que mataram um de seus parceiros. Porém, os dois grupos, policiais e traficantes, são surpreendidos pela invasão do prédio de uma horda de zumbis.

Violento ao extremo, é um dos melhores filmes de zumbi que assisti ultimamente. Destaque para a cena em que um dos policiais, na garagem do prédio, se vê cercado por todos os lados por zumbis. Para se defender ele sobe no teto de um dos carros estacionados e, com um facão, tenta acabar com a horda de mortos famintos por carne humana numa das melhores cenas em filmes de zumbis que eu assisti. A maquiagem do filme é excelente, os atores representam muito bem seus papéis, o roteiro é bastante interessante (humanos fechados dentro de um condomínio, cercado por todos os lados por mortos-vivos) e o filme mantém o mesmo ritmo do início ao final. O único porém, pelo menos para mim, é o dos mortos-vivos velocistas. Não gosto muito desta versão dos zumbis criada pelo Sr. Zack Snyder, plagiada dos excelente filme de infectados “Extermínio”. Para os curiosos, link com legendas em espanhol:




MUTANTS

Outro filme francês sobre zumbis. Este é um vírus que transforma as pessoas nos mortos-vivos. 3 pessoas estão em busca de uma estação militar, chamada Noé, onde os últimos humanos se refugiam contra os zumbis. Depois de diversos percalços, 2 deles (um casal de namorados; um, o motorista de uma ambulância, o outro, uma enfermeira) chegam até o que parece ser um hotel nas montanhas. Eles tentam, desesperadamente, tentar entrar em contato com a estação Noé e ela, como seu namorado está infectado, tenta de todas as formas achar uma cura para o vírus.

O filme começa bem, mas diminui o ritmo na metade, quando temos apenas a atuação do casal de protagonistas dentro do hotel, tentando de todas as formas curar ele da infecção. Também bastante violento, com bons truques de maquiagem, mas nada de muito diferente.

Link:




APOCALYPSE OF THE DEAD a.k.a. ZONE OF THE DEAD

Dois policiais da Interpol escoltam criminoso. Porém durante o trajeto, cruzando uma cidade Sérvia, eles se deparam com uma infestação de zumbis.

O filme não decide se seus mortos-vivos serão lentos ou rápidos, burros ou espertos. Ele faz uma miscelânea e joga ao telespectador diversos tipos de zumbis. Porém, a maquiagem e os efeitos do filme são razoáveis, dentro do padrão para uma produção Sérvia. Presença de atores com certa fama, como Ken Foree (Dawn of the Dead, The Devil’s Reject), já na “capa da gaita”. Pra quem estiver interessado, segue o link: