sábado, 4 de setembro de 2010

Final Flesh



O que falar sobre um filme que se auto-intitula (em alguns sites em que dei uma pesquisada) pornô apocalíptico???? Bom, vou tentar com um resumo (??) do que eu assisti:
O filme abre com uma mensagem: a bomba atômica acaba de cair. São quatro histórias, todas elas com um casal e uma filha como protagonistas. Nas histórias, o diretor e roteiristas usa idéias metafísicas e o caralho a quatro para fazer uma miscelânia que fica bastante complicado de entender. Mas...
No primeiro episódio vemos o casal de negros e sua filha. Elas, por sua vez, começam a dar luz a ovos, frutas e um pedaço de carne. Em certo ponto, o marido desmaia e, aproveitando, as duas, mãe e filha fazzem uma lavagem cerebral: vestem ele de bebê e depois dizem que ele é uma divindade.
Na segunda história, o casal e a filha estão falando com Deus, que responde amndando mensagens numa folha de papel por baixo da porta. No final, a filha faz um strip para que Deus mostre sua face e ele aparece, sendo ela mesmo com um bigode.
Na terceira e mais pornográfica das histórias, o casal e a filha discutem coisas de como eles foram concebidos. Em uma cena hilária (??), o marido diz que é filho de uma casal de lésbicas e mostra um conta gotas usado para inceminação (ao menos, é o que parece) intitulando ele como seu pai. A fiha pega o conta gotas, esfrega na vagina e começa a falar: vovô, vovô.
Na quarta história e melhorzinha, um casal com sua filha (que é a mais gostosa do filme) acordam. Neste episódio, a viagem fica maior ainda. No final, a filha casa (??) os pais depois de mortos. depois de 9 meses, mostra a mãe, ainda morta, com uma barriga de grávida e a filha fazendo o parto. Dela nasce uma galinha e de dentro dela sai uma maçã. Depois de retirar diversas galinhas de dentro da mãe morta, a filha cobre os irmão e irmãs (??) com um pano petro e vemos uma mensagem na tela: mistiscismo nuclear. A filha aparece borrifando um spray e, do que eram galinhas e maçãs, aparecem novamente o pai e mão dela vivos.

Filme experimental feito somente com atores pornôs (a atuação é péssima) e passado apenas em um ambiente (a casa de alguém), esta bomba vale somente como curiosidade para quem gosta de coisas estranhas. para quem quiser, neste link abaixo tem uma entrevista com o diretor do filme, Vernon Chatman:


Só para quem gosta de experiências meio malucas...

terça-feira, 24 de agosto de 2010

No-Do a.k.a. The Hauting


Este filme espanhol foi um dos escolhidos para o Frightfest de 2010 da revista Fangoria. Nele somos apresentados a Francesca, uma pediatra que passa por sérios problemas psicológicos relacionados à perda de um dos filhos. Ele tem um bebê e não sai do lado dele, temendo o que possa acontecer a ele. O marido, tentando ajudá-la, compra uma mansão no interior da Espanha. Porém, esta mansão era uma antiga escolha para meninas e, ao que parece, assombrada. Quando Francesca começa a sonhar e ver alguns fantasmas na mansão, pede ajuda a um padre encarregado de uma Instituição da igreja católica para ajudá-la a solucionar o problema.


É a versão espanhola de “O Sexto Sentido”, porém aquém da genialidade d M. Night Shayamalan em nos deixar de queixo caído com a reviravolta final. O filme fica óbvio antes da metade, onde vc já sabe o que irá acontecer. Mas o filme não é ruim. O problema é que depois de “O Sexto Sentido”, eu não assisti a nenhum filme que consiga ter uma reviravolta tão bem bolada e tão inesperada quanto. E isso pesa muito para a avaliação dos filmes que bebem da mesma fonte. O filme tem seus momentos bons, como nas revelações do padre a respeito dos tipos de milagres e, através de filmes, como a igreja trata certos percalços em seu caminho. Algumas sub-tramas mal exploradas como a do milagre da prostituta e da morte do filho de Francesca.

O interessante é a narrativa lenta, como nos velhos filmes de fantasma, onde os personagens são expostos ao telespectador aos poucos (mesmo que neste os únicos personagens bem explorados são Francesca e o padre, os secundários são deixados de lado. Pra quem gosta de filmes de fantasma, não se importa com reviravoltas óbvias e nem com poucos sustos, pode até agradar. É, na minha opinião, um filme bastante mediano.


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A Origem


Na década de 80 e 90, vários atores faziam filmes e “pose” de galãs no cinema americano. Filmes como “Cocktail”, “Top Gun”, “Titanic” entre outros, trouxeram e projetaram atores até então meio desconhecidos para a grande “massa”. Atores como “Tom Cruise”, Leonardo DiCaprio”, “Brad Pit” foram projetados por filmes como estes. Eu tinha grande ressalva quanto as estes atores e simplesmente detestava quando algum deles apareciam em cena.

Mas o tempo passou e estes atores foram ficando melhores (a idade parece que foi lapidando suas performances). Hoje, Brad Pit é um grande ator de Hollywood que faz ótimos filmes, como “Inglorius Bestards”, “Snatch”, “Interview with a Vampire” e “Fight Club”. “Tom Cruise”; “Interview with a Vampire”, “Operation Valkyrie” entre outros.

Mas o que mais me espantou entre estes três em especial, é a nova fase de Leonardo DiCaprio. Simplesmente não achava que ele conseguiria ser um bom ator. Mas suas perfomances em “Inception”, “Shutter Island” e “Blood Diamond” (em especial nos dois primeiros), me fez “morder a língua”. Pois, então, falarei um pouco sobre “Inception”, no Brasil “A Origem”, ao qual eu tive o grande prazer de assistir ontem a noite.

O filme nos conta a história de Cobb, um espião que entra dentro dos sonhos das pessoas e rouba certas informações. Com um mandato de prisão expedido pela suposta morte de sua mulher (tudo é explicado durante o filme), ele não tem condição de retornar ao seu país para ver seus dois filhos. Depois de uma tentativa frustrada de roubar informações do presidente de uma companhia, o presidente lesado propoe a Cobb que, ao invés de uma extração, ele gostaria que fosse implantada uma informação no cérebro de um rival, para que, após a morte de seu pai, ele dividisse o império conquistado por ele para evitar a monopolização do negócio. Com a promessa de que todas as acusações contra ele seriam retiradas caso fosse bem sucedido, Cobb monta uma equipe para conseguir colocar esta informação na cabeça do executivo da companhia.

O que há para falar deste filme além de dizer que ele tem tudo (se já não é) para ser um cult movie? Chritopher Nolan novamente acerta em cheio. Ele consegue explicar um filme de sonhos dentro de sonhos de uma maneira que eu nunca tinha visto antes. Efeitos visuais impecáveis, uma história envolvente que ao menos a mim, prendeu o interesse durante os 148 minutos de projeção. E o final, simples e eficiente. Como um ótimo filme deve ter. Simplesmente imperdível. Se vc ainda não assistiu, largue tudo o que está fazendo e assista a esta obra prima do diretor de “Dark Knight”.

domingo, 25 de julho de 2010

Sexy Killer - Moriras por Ella



Filmes de terror com citações de clássicos do gênero não são novidade. “Night of the Creeps”, e inclusive “Pânico”, são dois bons exemplos. Falemos um pouco sobre este filme espanhol que faz homenagem a diversos filmes de terror também.

Bárbara é uma das estudantes de uma escola de medicina na Espanha. Só que além de estudante, ela é uma serial killer, que assassina quem se atravessa em seu caminho. Sem motivo algum, ela mata colegas, professores, policiais. Porém, um dia no Campus, se apaixona por um colega, que estuda medicina forense. Confundindo as conversas dele com assassinatos reais, ela acha que achou sua alma gêmea.

Paralelamente, Tomas, que é o garoto que estuda medicina forense, está desenvolvendo uma máquina capaz de projetar em uma tela os pensamentos. Com ajuda de “ecstasy” líquido, a máquina consegue projetar as últimas lembranças dos mortos. Porém, além disso, o processo também faz com que as vítimas ressuscitem, transformando-se em zumbis.

Com diversas homenagens a filmes de terror que vão desde “Pânico” (a cena no começo do filme e a ligação do colega de Tomas, fazendo um jogo como o jogo perpetuado pelo assassino de “Pânico”, pelo telefone), “Texas Chainsaw Massacre” (a cena, do segundo filme, onde Leatherface utiliza a motosserra de uma forma” não-ortodoxa” com a “mocinha”), a quadrilogia dos mortos-vivos de George Romero (o centro forense tem o mesmo nome do diretor) e outros tantos filmes.

Mortes divertidas, bastante gore, muito humor negro fazem deste filme um prato cheio aos fãs de filmes de terror, de qualquer gênero.



quarta-feira, 21 de julho de 2010

Snuffs - Críticas Rápidas

Aproveitando os últimos filmes assistidos no Fantaspoa, em sua edição VI, segue pequenas resenhas sobre “snuffs”. Pra quem não sabe, “snuff” é um filme onde acontece uma morte real, filmada em vídeo, quase sempre com teor pornográfico incluído. Um caso famoso de um falso “snuff” (pois, até hoje, estes filmes não passam de lendas urbanas) aconteceu na década de 90, quando o ator Charlie Sheen, de posse do segundo filme da série Guinea Pig (o melhor, no meu ver), ligou para a polícia acusando os realizadores de assassinarem a atriz. Isso resultou num making off do primeiro e do segundo filme, para que os autores japoneses pudessem provar sua inocência. Outro caso, que foi inclusive para a justiça, foi o de Cannibal Holocaust. Ruggero Deodato teve que contar os segredos por trás de alguns efeitos especiais de seu filme para se liberar da prisão. Outro incidente interessante sobre o filme é que Deodato pediu para os atores que sumissem realmente por um tempo, para dar mais veracidade à película. Bom, mas vamos às resenhas:

The Life and Death of a Porn Gang


Diretor recém saído da faculdade, sem conseguir verba para seu primeiro filme, encontra-se com um diretor de filmes pornô que lhe dá uma chance. Ele filma um “pornô” diferente do que o produtor queria e o mesmo ameaça para que ele pague o valor gasto com a película. Para isso, ele monta um teatro pornô e tenta apresentar sua peça em um teatro, mas é banido. Então, junta os atores e parte para um teatro itinerante pela zona rural. Numa destas apresentações, encontra-se com um misterioso homem que lhe propõe um negócio: fazer snuff com pessoas que desejam morrer e dar o dinheiro desta morte para suas famílias.

Ótimo filme Sérvio. O tema é bem apresentando; alguns dos personagens são muito bem explorados. Diversas cenas de sexo explícito, inclusive uma de bestialidade, algumas enxertadas, dão um toque exótico (como no filme “They Called Her One Eye”, famoso filme de vingança) ao filme. As mortes são muito bem realizadas, com efeitos muito bem feitos. Para quem gosta de snuff, o filme é um prato cheio.



Massacre esta Noche


Diretor, tentando arrumar dinheiro para terminar seu filme, um slasher, aceita trabalhar como câmera man em um outro projeto. Chegando ao local de filmagem, ele se encontra com um amigo, astro de filmes pornô e se prepara para filmar. Depois de um boquete, o ator sai de cena e outro entra, empunhando um machado e decapitando a atriz. O câmera se espanta, mas tenta manter a linha para não ser morto.

Snuff argentino, bem mais ou menos. Eu gosto de filmes que, no final, te fazem pensar um pouco. Porém este, no final, te deixa sem saber “pra onde correr”. O filme simplesmente acaba com o camera man correndo, sem destino, pela floresta. Ou seja, o que aconteceu com ele: ele conseguiu fugir, conseguiu chamar as autoridades para declarar o crime? Infelizmente, não fica se sabendo nada disso ao final do filme. Não é o que tem de melhor (no Fantaspoa assisti “Recortadas”, que é muito melhor) o cinema argentino, mas vale uma conferida.


Pornography


Ator pornô gay tenta um último filme antes de se aposentar. Porém o filme que ele arrumou se torna um snuff. Corta para 14 anos no futuro e vemos a história de um casal gay. Um deles um escritor que está pesquisando filmes pornô gay para um livro, encontra a fita onde foi gravada a morte do ator de 14 anos atrás.

Filme gay, com diversas cenas eróticas de sexo homossexual, com a temática snuff. Depois de assistir a um slasher gay (Hellbent), e pegando o ritmo dos outros dois filmes que assisti, baixei este também. O filme é bastante confuso em algumas partes, tem diversas reviravoltas, tem partes que ele parece algo sobrenatural. Aliás, pela temática, o filme lembra “The Lost Highway” de David Lynch pelos sonhos e confusão dos atores. O grande problema é que é bastante longo. Poderia ter, no mínimo, uns 25 minutos menos que surtiria o mesmo efeito em contar a história, sem ficar demasiado tedioso. Vale conferir por ser um filme diferente.