quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Monsters - The Movie (2010)


Estamos diante da versão pobre (mas nem por isso ruim) de "Cloverfield". Uma pequena sinopse antes dos comentários:

A NASA descobre vida no nosso Sistema Solar. Com o intuito de colher informações, ela lança uma sonda espacial que retornou a Terra 6 anos atrás. O problema foi que, na reentrada, a sonda se despedaça e alienígenas caem em uma região (na divisa entre os EUA e o México) inabitada. Eles chama de "Infected Zone" e é toda cercada por muros e cercas, tentando evitar que as criaturas escapem da zona delimitada. Um fotógrafo está no México e é incumbido pelo dono do jornal de escoltar sua filha de volta aos EUA, pois a travessia do México para os EUA seria cancelada por 6 meses, devido a problemas com as criaturas. Compram a passagem porém, por um problema não conseguem pegar a balsa e são obrigados a passar, por terra, pela Zona Infectada.

Um filme muito bom sobre monstros gigantes (estilo "Godzila" e "Cloverfield", como citei acima). Filmado com pouco dinheiro (pelo que li na web, pouca coisa mais que U$ 115,000) e com pequeno crew, este filme está sendo muito bem falado pelos sites de críticas. E não é pra menos. A história é interessante, os atores não se saem mal e os efeitos das criaturas (que parecem lulas gigantes) são bastante bons.
Agora, se vc quer assistir a um filme onde monstros lutam contra humanos, com o exército a toda hora investindo para acabar com as criaturas vai perder seu tempo. O filme nos mostra um confronto no começo do filme e outro perto de 1 hora de projeção e é só. O final, a meu ver, foi frustrante. Vc já sabe que eles irão encontrar os monstros no final, mas o encontro é tão sem graça e chato que fiquei meio frustrado. Mas nada que estrague o resto da película.

Aos fãs de "Kaiju" movies, dentro do gênero Tokusatsu, este é um prato cheio. Enquanto se espera por "Cloverfield 2", "Monsters" é uma boa pedida...




segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Autumn


Autumn é uma adaptação de um romance (que ainda não tive a oportunidade de ler, mas já está baixado para tal) de David Moody, filmado no Canadá.
A história começa mostrando os sobreviventes de uma epidemia, onde um vírus mata as pessoas, ao que parece, por hemorragia interna. Todos se reunem em um ginásio no centro da cidade e começam a prospectar o que irão fazer em seguida. Três dos sobreviventes resolvem ir para o campo, onde ficam vivendo em uma casa isolada. Neste interím, os mortos começam a levantar. A princípio, não representam ameaça alguma, mas passado o tempo, começam a recuperar os sentidos e são atraídos pelo som e luz, tendo acessos de raiva momentâneos.

Infelizmente, o filme é muito mal dirigido. Filmado em câmeras digitais e, evidentemente, com baixo orçamento, o filme perde bastante do efeito que poderia causar. David Carradine (antes da morte) faz uma ponta como um morador que vive solitário com sua mãe morta amarrada a cama. Os efeitos de maquiagem são até bem legais, mostrando corpos putrefados andando pela cidade ou pelo campo sem destino. Porém isso é o que tem de bom no filme.
O filme é bastante confuso. Acredito que quem tenha lido o livro venha a entender melhor o plot, mas não se sabe nada do que move os zumbis a atacar os vivos. Primeiramente, eles ignoram as pessoas por completo, para depois de um tempo, atacarem sem motivo algum. Aliás, não se sabe nem se eles são canibais ou não. Em uma cewna final, onde isso seria elucidado, por motivos de orçamento, não mostra um dos personagens sendo morto. O que posso dizer é que os zumbis são carnívoros pois, em certo ponto do filme, eles atacam e devoram um cachorro. O roteiro escrito pelo próprio autor do romance em conjunto com Steven Rumbelow é bastante desconexo, deixando muitas pontas soltas. Enfim, só vale como curiosidade de quem leu o romance e gostou.


sábado, 4 de setembro de 2010

Final Flesh



O que falar sobre um filme que se auto-intitula (em alguns sites em que dei uma pesquisada) pornô apocalíptico???? Bom, vou tentar com um resumo (??) do que eu assisti:
O filme abre com uma mensagem: a bomba atômica acaba de cair. São quatro histórias, todas elas com um casal e uma filha como protagonistas. Nas histórias, o diretor e roteiristas usa idéias metafísicas e o caralho a quatro para fazer uma miscelânia que fica bastante complicado de entender. Mas...
No primeiro episódio vemos o casal de negros e sua filha. Elas, por sua vez, começam a dar luz a ovos, frutas e um pedaço de carne. Em certo ponto, o marido desmaia e, aproveitando, as duas, mãe e filha fazzem uma lavagem cerebral: vestem ele de bebê e depois dizem que ele é uma divindade.
Na segunda história, o casal e a filha estão falando com Deus, que responde amndando mensagens numa folha de papel por baixo da porta. No final, a filha faz um strip para que Deus mostre sua face e ele aparece, sendo ela mesmo com um bigode.
Na terceira e mais pornográfica das histórias, o casal e a filha discutem coisas de como eles foram concebidos. Em uma cena hilária (??), o marido diz que é filho de uma casal de lésbicas e mostra um conta gotas usado para inceminação (ao menos, é o que parece) intitulando ele como seu pai. A fiha pega o conta gotas, esfrega na vagina e começa a falar: vovô, vovô.
Na quarta história e melhorzinha, um casal com sua filha (que é a mais gostosa do filme) acordam. Neste episódio, a viagem fica maior ainda. No final, a filha casa (??) os pais depois de mortos. depois de 9 meses, mostra a mãe, ainda morta, com uma barriga de grávida e a filha fazendo o parto. Dela nasce uma galinha e de dentro dela sai uma maçã. Depois de retirar diversas galinhas de dentro da mãe morta, a filha cobre os irmão e irmãs (??) com um pano petro e vemos uma mensagem na tela: mistiscismo nuclear. A filha aparece borrifando um spray e, do que eram galinhas e maçãs, aparecem novamente o pai e mão dela vivos.

Filme experimental feito somente com atores pornôs (a atuação é péssima) e passado apenas em um ambiente (a casa de alguém), esta bomba vale somente como curiosidade para quem gosta de coisas estranhas. para quem quiser, neste link abaixo tem uma entrevista com o diretor do filme, Vernon Chatman:


Só para quem gosta de experiências meio malucas...

terça-feira, 24 de agosto de 2010

No-Do a.k.a. The Hauting


Este filme espanhol foi um dos escolhidos para o Frightfest de 2010 da revista Fangoria. Nele somos apresentados a Francesca, uma pediatra que passa por sérios problemas psicológicos relacionados à perda de um dos filhos. Ele tem um bebê e não sai do lado dele, temendo o que possa acontecer a ele. O marido, tentando ajudá-la, compra uma mansão no interior da Espanha. Porém, esta mansão era uma antiga escolha para meninas e, ao que parece, assombrada. Quando Francesca começa a sonhar e ver alguns fantasmas na mansão, pede ajuda a um padre encarregado de uma Instituição da igreja católica para ajudá-la a solucionar o problema.


É a versão espanhola de “O Sexto Sentido”, porém aquém da genialidade d M. Night Shayamalan em nos deixar de queixo caído com a reviravolta final. O filme fica óbvio antes da metade, onde vc já sabe o que irá acontecer. Mas o filme não é ruim. O problema é que depois de “O Sexto Sentido”, eu não assisti a nenhum filme que consiga ter uma reviravolta tão bem bolada e tão inesperada quanto. E isso pesa muito para a avaliação dos filmes que bebem da mesma fonte. O filme tem seus momentos bons, como nas revelações do padre a respeito dos tipos de milagres e, através de filmes, como a igreja trata certos percalços em seu caminho. Algumas sub-tramas mal exploradas como a do milagre da prostituta e da morte do filho de Francesca.

O interessante é a narrativa lenta, como nos velhos filmes de fantasma, onde os personagens são expostos ao telespectador aos poucos (mesmo que neste os únicos personagens bem explorados são Francesca e o padre, os secundários são deixados de lado. Pra quem gosta de filmes de fantasma, não se importa com reviravoltas óbvias e nem com poucos sustos, pode até agradar. É, na minha opinião, um filme bastante mediano.


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A Origem


Na década de 80 e 90, vários atores faziam filmes e “pose” de galãs no cinema americano. Filmes como “Cocktail”, “Top Gun”, “Titanic” entre outros, trouxeram e projetaram atores até então meio desconhecidos para a grande “massa”. Atores como “Tom Cruise”, Leonardo DiCaprio”, “Brad Pit” foram projetados por filmes como estes. Eu tinha grande ressalva quanto as estes atores e simplesmente detestava quando algum deles apareciam em cena.

Mas o tempo passou e estes atores foram ficando melhores (a idade parece que foi lapidando suas performances). Hoje, Brad Pit é um grande ator de Hollywood que faz ótimos filmes, como “Inglorius Bestards”, “Snatch”, “Interview with a Vampire” e “Fight Club”. “Tom Cruise”; “Interview with a Vampire”, “Operation Valkyrie” entre outros.

Mas o que mais me espantou entre estes três em especial, é a nova fase de Leonardo DiCaprio. Simplesmente não achava que ele conseguiria ser um bom ator. Mas suas perfomances em “Inception”, “Shutter Island” e “Blood Diamond” (em especial nos dois primeiros), me fez “morder a língua”. Pois, então, falarei um pouco sobre “Inception”, no Brasil “A Origem”, ao qual eu tive o grande prazer de assistir ontem a noite.

O filme nos conta a história de Cobb, um espião que entra dentro dos sonhos das pessoas e rouba certas informações. Com um mandato de prisão expedido pela suposta morte de sua mulher (tudo é explicado durante o filme), ele não tem condição de retornar ao seu país para ver seus dois filhos. Depois de uma tentativa frustrada de roubar informações do presidente de uma companhia, o presidente lesado propoe a Cobb que, ao invés de uma extração, ele gostaria que fosse implantada uma informação no cérebro de um rival, para que, após a morte de seu pai, ele dividisse o império conquistado por ele para evitar a monopolização do negócio. Com a promessa de que todas as acusações contra ele seriam retiradas caso fosse bem sucedido, Cobb monta uma equipe para conseguir colocar esta informação na cabeça do executivo da companhia.

O que há para falar deste filme além de dizer que ele tem tudo (se já não é) para ser um cult movie? Chritopher Nolan novamente acerta em cheio. Ele consegue explicar um filme de sonhos dentro de sonhos de uma maneira que eu nunca tinha visto antes. Efeitos visuais impecáveis, uma história envolvente que ao menos a mim, prendeu o interesse durante os 148 minutos de projeção. E o final, simples e eficiente. Como um ótimo filme deve ter. Simplesmente imperdível. Se vc ainda não assistiu, largue tudo o que está fazendo e assista a esta obra prima do diretor de “Dark Knight”.