domingo, 2 de outubro de 2011

Bunraku


Depois de muitas guerras, a humanidade decide se livrar de todas as armas de fogo e entrar em um período de paz. Aqueles que querem lutar podem apenas usar armas brancas. É nesta época que um lenhador se destaca. Nicola, o lenhador, é o lutador mais forte da região e possui junto com ele um grupo de 9 assassinos que lhe fazem proteção. Então, na cidade, aparece um jovem cowboy que vem para a cidade para se vingar de Nicola. Juntamente com ele, um jovem samurai também chega a cidade em busca de um medalhão que pertenceu a sua família por gerações, e foi roubado pelos homens de Nicola. Os dois, com a ajuda de um bartender, vão tentar acabar com o reinado do lenhador e buscar o que vieram conseguir na cidade.

Excelente filme de ação que mescla uma história e lutas parecidas com "Kill Bill", com cenários de "Sin City". Aliás, todo o filme tem o formato de "um grande gibi", com as formas de contar flashbacks em desenhos e os cortes de cena para cena, além do cenário, todo estilizado. Além disso, o filme conta com um elenco primoroso, com Woody Harrelson, Ron Pearlman, Demi Moore, Kevin McKidd e Josh Hartnett. As cenas de luta são muito bem coreografadas. Destaque para a primeira luta, em que o assassino n° 2 acaba com um clã inteiro de lutadores, para luta entre o jovem cowboy e um dos assassinos na rede de trapézio de um circo e para as "lutas espelhadas" dos dois protagonistas, contra assassinos com o mesmo estilo de luta deles, perto do confronto final do filme. Pra quem gosta, o filme é um prato cheio, divertido do início ao fim, excelentes lutas, personagens interessantes e um roteiro bem fechado. Recomendo.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Mahakaal a.k.a. Freddy Krueger Indiano


Anita é uma jovem que frequenta o Ensino Médio na Índia (ou o que for parecido com isso pelas bandas de lá). Ela tem tido sonhos estranhos com um monstro deformado, que possui uma luva com navalhas nas pontas dos dedos. Em um de seus sonhos, quando acorda, ela nota que a parte onde o monstro lhe cortou, continuo cortada depois que ela acordou. As coisas começam a ficar mais desesperadoras quando uma de suas amigas morre repentinamente, em um hotel, após ela ter contado sobre seus sonhos a ela.


Bollywood não fica pra trás, em termos de cafajestismo e cópia de filmes americanos, de seus irmãos turcos. A bola da vez (no caso, em 1993) foi o filme "A Nightmare in Elm Street", clássico do diretor Wes Craven. Ele tem diversas cenas "chupadas" neste filme indiano com mais de 2 horas (?!?!) de duração, além de ter um vilão quase igual. Neste caso, o motivo da vingança é que este vilão foi enterrado vivo pelo pai da garota, Anita, que é assombra por ele em seus sonhos. Porém, o filme pode ser dividido em dois: uma parte a cópia da versão americana, que se sai até bem em termos de terror, e uma versão indiana (por sinal detestável) de "Nos Tempos da Brilhantina". Sim, o filme tem alguns clipes com músicas e um indiano chato pra caralho que acha que é o novo Jerry Lewis ou Jim Carrey, e passa o filme inteiro fazendo caretas e tentando ser engraçado. Até poderia dar certo, mas não em um filme de terror. Inclusive, no final do filme, todas estas partes passadas no colégio são completamente esquecidas e este personagem não tem nem um final digno.
Mas vamos comentar algumas partes do filme, para aqueles que desejam enfrentar os clipes cantados em hindu:

1º Como já devo ter falado antes por aqui, detesto filmes onde os protagonistas de adolescentes mais parecem ter 30 anos na cara. É o caso deste filme. Todos, sem exceção de nenhum ator, deve estar beirando os 30 anos e interpretam adolescentes e "pré-adultos" com 16, 17 e 18 anos de idade.

2° Numa das piores cenas do filme, o indiano metido a engraçado é garçom no bar da escola. Ele veste um abrigo ridículo da Puma que usa até o final da projeção. Porém, após aparecer na frente de um poster do Michael Jackson, da época de "Bad", o dito cujo coloca o som em um estéreo e começa a dançar de uma forma completamente ridícula, que só na índia pensariam que aquilo era uma imitação de Michael. Para completar, entram no bar os rebeldes da escola. O indiano engraçadinho começa a dançar na volta de um deles e tasca um beijo na boca do líder. Depois de levar um tapa na cara, suspira e todos começam a rir. Acredito que dar um beijo na boca de um homem deve ser algo engraçado na Índia, mas aqui pra nós (pelo menos pra mim) não teve graça alguma...


3º E começam os clipes (ou musicais do filme, como preferirem). No primeiro deles, um casal na beira da praia cantam um para o outro em Hindu, como se declarassem seu amor incondicional (infelizmente eu não entendo a língua para saber o que realmente se passou). Porém o que mais me apavorou é o tempo de filme usado para uma coisa tão ridícula e sem propósito na história que é a de um vilão matando pessoas em seus sonhos. Já no segundo clipe do filme (este com o indiano engraçadinho da foto acima) quatro casais e o indivíduo também estão na beira da praia declamando odes ao fim de semana de aula. Porém, quando tentam ir embora da praia, o carro dá problema e eles são obrigados a ficar hospedados em um hotel perto de onde o carro quebrou. É neste hotel que morre a primeira vítima e que eles encontram outra figura pitoresca, o atendente do hotel...


4º O atendente do hotel (que parece ser o indiano engraçadinho, mas não tenho certeza) é um tarado e protagoniza outra cena ridícula no filme. Enquanto ele espia uma mulher fazendo as unhas do pé pela fechadura, o indiano engraçadinho, trajando o ridículo abrigo da Puma, caminha pelas passagens do hotel, fazendo trejeitos e dançando a batida do som de fundo do filme. Quando encontra o atendente abaixado, olhando a fechadura, ele pede espaço e vai também olhar. Porém os dois fazem muito barulho e a garota do quarto percebe, abre a porta e chama os dois para dentro. Eles vão na maior tranquilidade e tomam uma surra da garota, saindo cada qual mais esfarrapado que o outro.

5° Em outra cena terrível, novamente protagonizada pelo Jim Carrey indiano, ele tenta se aproximar de duas garotas na escola, mas é ignorado por ambas. Então ele começa a sonhar: estas mesmas duas garotas estão passeando na rua quando são abordadas por alguns delinquentes. Eles perseguem elas dentro de um bar e, mesmo com o bar lotado de pessoas, agarram as garotas, jogam elas em cima das mesas e tentam estuprá-las. É quando chega o indiano engraçadinho, agora com outra roupa. Ele se faz de herói e descola uma corrente não sei de onde e começa uma luta com os bandidos. Esta luta é uma das coisas mais bisonhas que já presenciei em minha vida. Pior que as lutas dos filmes dos trapalhões, de tão mal encenada. Os socos e chutes passam a metros do rosto ou partes do corpo a que se destinarem a acertar. Somente vendo a cena alguém poderia imaginar do que estou falando.

Mas como já disse antes, se o filme fosse somente a parte de terror seria um bom filme de terror (e acredito que até melhor que o remake feito para o primeiro filme de Freddy Krueger). Porém os idiotas de Bollywood resolveram colocar este indiano engraçadinho em cena, achando que chamariam mais público. E acredito que até conseguiram , visto que este figura na lista dos piores filmes já feitos em diversos sites. Aos corajosos, boa sorte e paciência para aguentar os clipes ridículos do filme, além do intragável Jerry Lewis indiano...


terça-feira, 20 de setembro de 2011

World of the Dead: The Zombie Diaries 2


Um soldado, três meses depois de uma epidemia que acabou com 99,9% (The Zombie Diaries, 2006) da raça humana, transformando todos em zumbis, resolve gravar suas impressões em uma camera. Ele começa mostrando um bunker com vários soldados, entrevistando cada um deles até que chega um caminhão de uma missão com um deles morto. Passando pela ala carcerária, ele encontra Leeann (a única sobrevivente do outro filme, sem incluir a gangue que abusava dela), uma garota perigosa que está presa. A noite, uma invasão de zumbis acaba com o bunker dos soldados, forçando-os a fugir e tentar uma nova missão, ir até a costa para serem resgatados e levados até o continente (o filme se passa na Inglaterra). Os soldados sobreviventes fogem em uma caminhão, mas logo perdem o veículo e devem seguir a pé, sobrevivendo a enxurrada de mortos-vivos que os circunda em toda a parte que vão, para conseguir achar uma chance de sair da ilha e tentar um lugar melhor para viver na Europa.


Mais um filme em primeira pessoa (parece que todos os que resolvi ver na última semana se encaixam no padrão), com uma suposta epidemia viral que transforma a população em zumbis. Continuação do filme já citado e também inglês, "The Zombie Diaries", "World of the Dead: The Zombie Diaries 2" não trás nada de novo. Eles apostam na mesma história do primeiro, somente usando a visão militar e não dos repórteres neste novo. A única personagem que se mantém é Leeann e a gangue que abusava dela, sendo os outros personagens novos. Há uma história paralela ao filme, mostrando uma tropa de extermínio separando homens de mulheres e matando-os indiscriminadamente. Ao final, mostra que um dos exterminadores é o sargento (ou seja lá que patente o diabo tem) que sobrevive ao final do filme. Se isso era para ter algum significado, simplesmente não funcionou, pois não acrescentou merda nenhuma na história. Aliás, esta história paralela e o final do filme, depois das mortes no bunker costeiro, são como um filme normal, sem filmagem em primeira pessoa. Então pra que filmar todo o filme com uma camera digital, cheia daqueles tremeliques, se chega no final e não usam o "false footage" e o exploram melhor? Bom, só o diretor e o roteiristas teriam esta resposta para nos dizer. O filme em si não é de todo ruim, os zumbis são bem feitos e aparecem em quantidade suficiente para que vc ache realmente que existe uma epidemia e que 99,9% da população (até o final do filme) da Inglaterra está morta.
Enfim, mais um filme de zumbis que não acrescenta nada a mitologia dos personagens, mas não desagrada totalmente em seu enredo. Assista por conta e risco.




segunda-feira, 19 de setembro de 2011

The Legend of Boggy Creek


Um documentário, que mostra diversos fatos ocorridos na cidade de Fouke, nos EUA, a respeito de encontros como um criatura parecida com o Pé Grande, conhecida como "Fouke Monster". O filme é narrado pelo seu diretor, assim como usa diversas entrevistas com pessoas reais que contam como encontraram com a criatura. Os encontros são encenados, sempre com a criatura aparecendo obscurecida (vc só vê que é um humanóide peludo). Os encontros seguem uma ordem cronológica, mostrando primeiro os encontros onde a criatura aparecia para as pessoas e fugia antes de receber tiros, até que um garoto acerta um tiro nela. Ao que parece (e o que o filme deixa a entender) é que após este encontro a criatura que antes só atacava animais e os matava para comer, agora procurava vingança contra as pessoas. Em um dos relatos, três garotas são presas dentro de um trailer e no outro dia, o gato da família é encontrado morto de susto no jardim, e, no melhor dos relatos, uma família tenta se refugiar da criatura dentro de um casa num ponto longínquo, no meio do mato. 


Antes de [REC], "The Blair Witch Project" e "Cannibal Holocausto", existia "The Legend of Boggy Creek". OK, o filme não é como estes outros três (false footage), mas a ideia em si é a mesma. Tentar fazer com que vc acredite em algo com relatos supostamente verdadeiros (no caso dos outros três, mostrando a gravação sem edição dos vídeos achados com as cenas mostrando o que ocorreu) através de um filme fictício. O filme possui duas músicas folk horríveis, composta e interpretadas pelo diretor do filme Charles B. Pierce, que narram dois momentos do filme. Além disso, o filme mostra imagens muito bonitas da região entre as duas partes que dividem o filme, monstro bonzinho - monstro mal, além de na sua abertura e no final do filme.
O destaque do filme fica mesmo para o último relato, o da família que se muda para uma casa isolada e é atacada pelo monstro. Nestas cenas, o diretor consegue passar suspense e medo ao telespectador (e quem diria, até alguns sustos) quando a criatura tenta invadir a casa da família e, quando entra em combate, manda um de seus membros para o hospital.
O filme possui ainda três continuações, chamadas: "Return to Boggy Creek"; "Boggy Creek II: And the Legend Continues"; "The Legacy of Boggy Creek".
Ainda não assisti nenhum destes outros três, mas já estou baixando para conferir.
Mesmo sendo em certas partes risível, principalmente numa parte da cena final onde mostra o rosto do monstro (muito rapidamente) mas é possível identificar uma máscara de macaco que deve ter sido conseguida de um daqueles filmes onde o monstro era um gorila das décadas de 40 e 50, "The Legend of Boggy Creek" merece uma chance pela sua originalidade, por ser o primeiro filme a trazer as telas a lenda do Pé Grande e pela cena final, que é bem feita, porém pessimamente interpretada. 


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Apollo 18


Uma missão secreta é convocada, a Apollo 18, para mais uma excursão até a lua. A princípio os três astronautas pensam que estão em uma missão de reconhecimento e coleta de pedras. Porém o que eles não sabem é que o governo está mandando eles até a lua em função de outra coisa que eles suspeitam. O problema começa a se agravar quando os astronautas encontram outra nave, de origem russa, e seus tripulantes mortos perto de uma cratera lunar. O que era uma missão de reconhecimento torna-se um inferno para os dois tripulantes que pousaram em solo lunar.


Mais um filme "false footage", agora insinuando que na lua poderia haver vida. Esta seria a razão desta missão secreta ter sido a última e não ter sido divulgada (as missões apollo, oficialmente, acabaram na de nº 17). Existem alguns sustos ocasionais no filme, mas basicamente é uma monotonia sem fim. O filme mostra a rotina dos cosmonautas, tenta recriar um clímax parecido com [REC], num ambiente totalmente escuro (a cratera lunar próxima a nave russa), iluminado por breves flashes de ma lanterna.
Porém, um filme no qual o diretor e roteirista deseja que acreditemos que seja real deveria se preocupar pelo menos com alguns detalhes. A comunicação entre os tripulantes e "Houston" se dá quase que ao mesmo tempo, sem nenhum delay. Se até as transmissões televisivas na Terra tem isso, como uma comunicação através de 380.000 km (que é mais ou menos a distância entre a lua e a Terra) não vai ter delay??
Tirando isso, o filme é melhor que o último que assisti, "Grave Encounters", sobre "false footage". Enfim, só recomendo a quem se interesse por este "novo" gênero do cinema.