terça-feira, 29 de novembro de 2011

Baise Moi


Duas garotas, um atriz pornô e uma prostituta, chegam ao limite. A primeira, depois de ser estuprada e dar um tiro na cabeça do irmão, a segunda, depois de matar sua colega de quarto e ver seu namorado viciado sendo morto, se encontram por acaso. Elas decidem sair em uma "road trip" sem destino (em um ponto, elas decidem ir até uma cidade, onde o ex namorado da prostituta pede que ela entregue uns documentos para uma garota) e, por onde passam, um rastro de morte é deixado por elas.



Road movie francês de 2000. Na realidade, podemos chamar de um "Thelma & Louise" indie; um sexploitation cheio de pornografia e mortes cruéis. Quando falo de pornografia, falo de pornografia hardcore. As duas garotas não medem esforços durante seu trajeto, pegam o que bem entendem, de dinheiro, bebida a homens. Sem remorso algum, elas usam das pessoas, matam sem nenhum pudor, fazem sexo com quem desejam e a hora que querem.
Falando a verdade, não existe nada que eu já tenha visto que seja mais explícito que este filme (tirando filmes de hardcore, é óbvio). Destaque para a cena do "Clube de Libertinagem", um clube onde o sexo é liberado entre os clientes. Destaque para a morte do cara que tenta transar com a atriz pornô, que recebe um tiro no ânus que (ao que parece) sai pela boca.
Aos que gostam de coisas extremas, aconselho pararem tudo para conhecer esta pérola.





domingo, 13 de novembro de 2011

Wrong Turn 4: Bloody Beginnings


O filme começa nos mostrando um sanatório onde estão os três irmãos mutantes. Eles conseguem escapar de sua cela e, soltando todos os loucos do sanatório, matam e (acredito eu) devoram todos no hospital. Anos mais tarde, um grupo de amigos resolvem ir a casa de campo de um de seus colegas. É inverno e eles tem que atravessar montanhas cobertas por neve para chegar até a casa. Porém, um deles faz um "desvio errado" e eles acabam indo parar no sanatório, onde ainda vivem os três irmãos mutantes (Three Fingers, One Eye e Saw Tooth).


Quando baixei para assistir a esta continuação, achava que iria conseguir ver uns 50 minutos de filme antes de dormir e terminar só no outro dia. Para minha surpresa, o filme se mostrou bastante interessante. Há uma quantidade grande de gore e mulheres peladas para manter qualquer um acordado. Além disso, as mortes são muito bem boladas. Destaque para a morte do médico do sanatório, que represento em uma foto abaixo, e do banquete de fondue, onde os três irmãos vão tirando pedaços de um dos garotos vivos e, com um garfo, mergulhando-os em óleo fervente. Eu não torci em momento algum para os garotos, mas sim para os três irmãos, para que descem um fim rapidamente neles. Particularmente, não achei nenhum dos personagens cativantes (exceto os canibais, óbvio) e este é um dos únicos defeitos do filme. Como os garotos são muitos, a personalidade de cada um não é nada explorada, fazendo com que os velhos clichês do gênero prevaleçam. Enfim, é uma ótima pedida aos que querem assistir um filme divertido, sem muito comprometimento.


quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Shark Night 3D a.k.a. Terror na Água 3D


Um grupo de estudantes universitários viaja até a região dos lagos da Louisiana a fim de passar um final de semana em uma mansão de um deles, numa ilha. O que eles não sabem é que, nas águas salgadas da região, tubarões espreitam para atacar e devorar suas vítimas. O terror começa quando um deles tem seu braço direito devorado em um ataque. A partir deste instante, o grupo isolado sem telefone nem recepção para celular passa a contar com a ajuda de dois pescadores locais, que se propõe a chamar a guarda costeira e auxílio médico para o ferido.


 
Bom, quando entrei no cinema no dia de ontem, 09 de Novembro de 2011, na sala 5 do Barra Shopping de Porto Alegre, eu tinha uma vaga esperança em relação ao filme. Não é possível que consigam estragar um monte de ataques de tubarões, mesmo que seja o filme mais imbecil e sem sentido, pelo menos vai ser divertido. Aliás, eu queria assistir a um filme sem sentido, que não se levasse a sério e mostrasse diversas mortes, cada um delas mais violenta que a outra. O meu medo começou quando vi a classificação do filme e sua distribuidora, 14 anos e Walt Disney, respectivamente. Continuou, quando entrei na sala e me deparei com ela vazia, sem uma viva alma. Pensei: “Será que o filme é tão detestável que ninguém vai assistir ele mesmo?”. Mas até a sala estar vazia (depois entraram mais umas 10 pessoas para assistir ao filme comigo) não é maior problema. O filme pode ter sido mal divulgado ou algo do gênero.




Começou a projeção com cenas em 3D de tubarões nadando, e uma em que um deles ataca um mergulhador que estava filmando. Vai para a primeira cena onde vemos uma garota entrando no lago, de biquíni branco, quando, por baixo d’água, vemos a câmera se aproximando. Começa a música de suspense e o namorado da garota a levanta nos ombros, para logo depois sair do lago e ela ser atacada por um dos tubarões. O filme nos mostra então, seus personagens principais, os 7 que irão para a mansão em uma ilha do lago, pertencente a uma (Sara Paxton) do grupo. Os amigos, então, se juntam e vão ao lago, numa jornada que dura uma noite inteira. Chegando à Loja de Conveniências, antes de pegar a lancha da família no píer, os garotos encontram os “bad boys” do filme. Até aí, o filme não mostra nada de novo e apresenta diversos clichês. Mas a partir daí, que é quando começam as mortes dos protagonistas, é que o filme degringola para uma porcaria com “P” maiúsculo. Vou citar algumas cenas ridículas que o filme nos apresenta ao longo dos seus 108 minutos:

1ª No primeiro ataque ao grupo, quando um deles cai no lago e tem seu braço arrancado (o detalhe aqui é que o tubarão somente arranca o braço dele. Um dos outros garotos do grupo, que estuda medicina, mergulha e encontra o braço decepado para logo depois ser perseguido por um tubarão e escapar por um triz). Mesmo com o braço decepado e tendo que nadar com um braço apenas, o garoto consegue fugir do tubarão sem maiores problemas. Só para constar que depois disso, os tubarões quando atacam, não deixam nem chance para os garotos escaparem, inclusive afundando a lancha quando gotas de sangue do “toquinho” que sobrou do braço ficam pingando na água.




2ª Numa das cenas mais ridículas do filme (perdendo apenas para as próximas duas que irei citar), o garoto com o braço decepado munido de um arpão, vai até a beira do lago, com água pela cintura. Com sangue pingando do “toquinho”, ele atraí um tubarão-martelo de quase três metros até a beira d’água (notem, quem assistir ao filme, que o tubarão fica com muito do corpo fora d’água e não teria condições alguma de ter chegado até aquela profundidade) e o abate com o arpão, tendo apenas um machucado na perna durante o ataque do animal. Só na cabeça destes roteiristas imbecis que iria acontecer algo do gênero.



3ª Acreditem, só falta os tubarões terem asas por que voar eles já são capazes. Em dois saltos (não contando o ridículo que acontece na última cena do filme) eles demonstram estar cada vez mais perto dos pássaros que dois peixes. Em uma das cenas, um dos garotos tenta fugir de Jet-ski para ser devorado por um tubarão em um salto fenomenal e certeiro. O peixe pula pela frente do Jet e consegue abocanhar o rapaz pela cabeça sem problema algum. Em outra cena, um deles consegue nadar até uma árvore (mesmo com a proximidade do tubarão) apenas para depois ser arrancado da mesma por um tubarão-voador que salta certeiro e só acerta o garoto, nem chegando perto da árvore.


4ª E o motivo para os tubarões estarem no lago?! Sinceramente, acredito que os roteiristas devam ter pensado que os espectadores têm merda ao invés de cérebro. Não é possível eles acharem que tal desculpa é plausível. Para quem não quer estragar a “surpresa”, por favor, não leia adiante, pois conterá




SPOILERS









Os “bad boys”, juntamente com o xerife do condado, colocaram os tubarões no lago para que eles filmassem as mortes e eles, depois, vendessem pela internet, alegando que fizeram isso porquê o programa de maior audiência e mais vezes exibidos na televisão mundial é o “Semana do Tubarão” (não lembro agora se do Discovery ou do National Geographic). Ainda, que se tantas pessoas assistiam a este programa de tubarões, quantas não iriam querer ver mortes verdadeiras provocadas pelas feras marinhas?!
Os vídeos mostram os rostos das pessoas devoradas pelos tubarões. Se eles passassem isso na internet, os “bad boys” burros do filme achariam mesmo que ninguém iria ligar as mortes ao desaparecimento das pessoas e a polícia não iria vasculhar o último lugar onde elas foram vistas vivas, levando-os diretamente ao lago? Só na cabeça do roteirista desta bomba.








FIM DOS SPOILERS




5ª Outra coisa que vale mencionar é que os tubarões só atacam quando convém aos roteiristas. Os protagonistas passam horas dentro d’água (inclusive, o cachorro da garota, um labrador, é jogado dentro do lago no final da madrugada e pela manhã, continua ainda nadando bem despreocupado, como se os tubarões não atacassem tudo que se move na água) e os tubarões nem chegam perto deles, deixando para chegar só nas horas cruciais e para não matar os “mocinhos” do filme. Além disso, na cena final, a garota (Sara Paxton) consegue ficar, acredito eu, quase 5 minutos dentro d’água sem respirar, presa dentro de uma gaiola “á prova” de tubarões.





Porém, existe pelo menos uma coisa interessante no filme: a morte do último tubarão a aparecer na tela é muito bem feita. Jorra sangue para todos os lados. Tirando isso, é um filme medíocre, sem uma das coisas principais nos filmes deste estilo (mulheres peladas) e com pouco sangue. Também, o que esperar de um filme de terror lançado pela Disney!!!


domingo, 30 de outubro de 2011

Mystics in Bali


Uma escritora americana, Catherine Kean (Ilona Agathe Bastian), depois de voltar da África onde estudou Voodoo (???????????? Pra quem não sabe, o voodoo se origina do Haiti, no Caribe), ela chega a Bali para estudar a Magia Negra mais poderosa do mundo, que é de conhecimento de Leák, uma bruxa do folclore de Bali. Ela solicita a ajuda de Mahendra (Yos Santo), um nativo que tem conhecimento onde ela conseguirá encontrar uma Leák e solicitar sua ajuda para desvendar os segredos das artes negras. Os dois, a noite na floresta, procuram e encontram uma Leák, que demanda algumas oferendas para ensinar seus conhecimentos a Catherine. Porém, Catherine não sabe que a bruxa irá utilizar de sua ingenuidade para conseguir sangue de fetos para conseguir a vida eterna.


Filme Indonésio de 1981, que é cult devido a ter sido banido da Indonésia e ter sua fama através de cópias piratas em VHS e diversos reviews na web, é conhecido também com "o filme da cabeça voadora". Mas vamos a algumas cenas do filme pelas quais vc deve (ou não) assistir a esta pérola do "tão ruim que é bom":

1º No começo e no final do filme vemos uma máscara que é parecida com uma que aparece no desenho do famoso personagem Woody Woodpecker. O desenho em questão é um em que o Pica-Pau e seu rival, Zeca Urubu, são marinheiros e estão de folga em Bali. Porém, uma sacerdotisa, tem que usar os dois como sacrifício para um Deus-vulcão, para que ele poupe o povo da ilha de sua fúria. Pois então, a máscara que é a face do Deus-vulcão é muito parecida com a máscara usada no filme, cuja foto publico abaixo.

2º O filme tem diversas, mas diversas falhas de continuidade. Vou citar três: a primeira é no primeiro encontro de Cathy e Mahendra com a Leák. No final do encontro, a Leák vai se despedir de Catherine da forma americana, ou seja, apertando as mãos. As unhas da Leák são gigantescas. Depois de apartar a mão de Cathy, o antebraço da Leák se destaca do corpo e Cathy fica segurando depois do aperto, e logo solta o braço no chão. Quando mostra o braço, voltando a vida e indo em direção a Leák, as unhas estão muito, mas muito menores do que apareciam na cena em que o braço estava grudado ao corpo da bruxa. A segunda acontece antes da primeira. O casal está tentando achar a Leák, quando é surpreendido por uma tempestade. Depois da tempestade, todos molhados, eles encontram a Leák. No próximo corte de cena, já mostra os dois sequinhos, como se a tempestade não tivesse existido. A terceira, é uma cena depois que Cathy é marcada pela Leák na coxa. Mahendra aluga uma casa para Cathy e vai visitá-la. Quando chega, ele está usando uma camisa do "Bob Marley". Os dois conversam na varanda e Cathy solicita que ele entre em casa, para que possa ler o que a Leák desenhou na sua coxa. Porém, dentro da casa, Mahendra está usando uma camisa que tem como estampa uma mão.

3º Na primeira noite em que Cathy recebe os ensinamentos da bruxa, acontecem coisas meio sem noção. Primeiramente, o que Leák ensina a Cathy é a rir daquela forma que os filmes de baixo orçamento mostram a risada de uma bruxa. Depois, Cathy começa a imitar os movimentos da Leák. Porém, o que mais chama a atenção é a "lição da risada". Eu, sinceramente, nunca tinha visto algo tão ridículo. Somente vendo a cena vcs terão noção da ridicularidade.


4º Agora vamos ao por quê do filme ser conhecido como "o filme da cabeça voadora". O motivo da Leák ensinar Cathy, como já tinha falado, era para que ela servisse como uma escrava para a bruxa, e trouxesse sangue de fetos para que ela pudesse atingir a vida eterna. A forma como ela utiliza Cathy é o que dá o "apelido" ao filme. A cabeça de Cathy se separa do corpo, juntamente com seu trato digestivo e respiratório, Cathy cria presas e voa até mulheres grávidas. Chegando ao local, ela faz um boquete na grávida para sugar o sangue do feto e levar ele para a bruxa. A cena e os efeitos são algo que só vendo para crer. Além disso, as caretas que Cathy faz quando tenta retirar uns pedaços de pau que um "shamã", que luta contra a bruxa no final,  coloca no pescoço do corpo para que a cabeça não consiga voltar para ele, é algo de tamanha ridicularidade que só assistindo.




5º Uma das características de um Leák é a capacidade de transformar-se em qualquer coisa que deseje: uma planta, um animal ou ainda outra pessoa. Sabendo disso, começaremos a detalhar o clímax do filme. A batalha final acontece no local onde o shamã, que é tio de Mahendra, enterra o corpo sem cabeça de Cathy. A bruxa e sua subalterna (só a cabeça, a buchada e os pulmões) aparecem e começam a enfrentar o shamã, numa sucessão de efeitos especiais dignos de filmes caseiros da década de 30. O shamã então, é vencido quando a bruxa utiliza uma técnica em que raios amarelos saem de seus dedos. Nisso, do nada, uma garota aparece com um pedaço de madeira e tenta acertar a bruxa, mas é repelida pela mesma e morre. Neste momento sabemos que ela era apaixonada por Mahendra e se sacrificou para salvá-lo. Mas esta personagem nunca, em nenhum momento do filme aparece como sendo uma pretendendo de Mahendra. Vemos ela apenas observando o casal de protagonistas, Mahendra e Cathy, mas nada mais além disso. Prosseguindo, o shamã ressurge mais forte, agora com uma roupa branca e uma espada e consegue vencer o primeiro round contra a bruxa. A Leák e Cathy (agora com o corpo restaurado) fogem mas são perseguidas pelo Shamã. O shamã tenta prender a bruxa em um círculo de fogo, porém ela consegue escapar e transforma-se em panos para tentar prender o shamã. O mesmo se desvincilha dos panos com sua espada. Os pedaços de pano se transformam em pedaços de um corpo, meio mulher-meio porco, com umas tetas caídas, que começa a lutar com o shamã. O mesmo consegue atravessar o peito da besta com sua espada, e Cathy cai desacordada (ou morta, nunca ficamos sabendo pelo filme) e o filme acaba.





Sinceramente, a fama precede ao que assisti. O filme é muito ruim, mas é engraçado demais. Se puderem assistir, façam. De preferência, com litros de cerveja e uma turma para que os comentários durante a projeção sejam mais divertidos.



sábado, 15 de outubro de 2011

The Dead


Um engenheiro mecânico do exército dos EUA está dentro de um avião de fuga. Ele estava na África, como missionário, ajudando o povo a passar pelos sofrimentos infligidos pela Guerra Civil. Porém, em algum momento, os mortos começaram a levantar e todos tentam fugir do continente. Ameaçado, e e outros americanos estão fugindo em um avião que, por não ter tempo de abastecer, acaba caindo no litoral. O engenheiro, Murphy, consegue chegar vivo até a costa, porém é recebido por diversos mortos-vivos que tentam devorá-lo. Fugindo e indo em direção a algum outro lugar onde possa encontrar um avião para fugir da África e voltar para sua família, ele encontra um soldado africano que perdeu a mulher em um ataque dos zumbis a sua aldeia e agora está atrás de seu filho, que foi salvo por um grupo de militares e está em uma base ao norte da posição onde os dois estão. eles, então, partem numa cruzada em rumo de seus objetivos, cruzando o continente sendo sempre açoitados pelos mortos.

Excelente filme de zumbis, ambientado na África. Como nos filmes de Romero, este também faz uma crítica social forte às guerras civis que ocorrem no continente. Aliás, o filme poderia muito bem ser uma continuação de "Dawn of the Dead" ou "Day of the Dead", se não partisse para uma história diferente como se vê no final. As semelhanças são tantas entre "The Dead" e os filmes de Romero que é impossível que este não seja uma homenagem.
As maquiagens são muito bem feitas nos zumbis, alguns com destaque como o primeiro que aparece no filme, que tem uma fratura exposta no joelho e caminha mancando, entre outros que aparecem nos ataques às aldeias. Quem gosta de filmes de zumbis e não assistiu a este não sabe o que está perdendo. O filme me fez lembrar os bons tempos em que se faziam filmes de zumbis sem que eles corressem e mesmo assim, uma ameaça constante. Parabéns aos irmãos Ford por esta película e que venham mais no mesmo nível.