segunda-feira, 14 de junho de 2010

4 Filmes de Zumbi

Tomando emprestado o formato de “Críticas Rápidas” do Sr. Felipe Guerra, segue 4 filmes que assisti recentemente que valem algum comentário:


 
ADA ZOMBILERIM DUGUNU

Filme turco de zumbis. A Turquia é famosa entre os fãs de tranqueiras pelas cópias descaradas que fazia dos filmes de Hollywood nos anos 60 e 70 (e acho, também, na década de 80). Este filme de zumbis junta diversas ideias de outros filmes, mas pelo menos é original, sem plagiar outras obras.

Alguns amigos vão ao casamento de outro amigo em uma ilha perto da costa da Turquia. Chegando lá, quando os convidados estão na festa dançando, um zombie invade a festa e o horror toma conta de todos na ilha.

Feito todo em primeira pessoa, como “[REC]” e “Cloverfield” e mostrando um bom trabalho de maquiagem, este longa turco não faz feio e é bastante interessante para aqueles que achavam que de lá, só vinha tranqueiras de baixa qualidade.

Aos curiosos, segue o link para fazer download, com legendas em espanhol:




LA HORDE

A França vem nos presenteando com grandes filmes de terror. Ousados, violentos, abusando do gore, filmes como “Frontiers” vem fazendo grande alvoroço entre os apreciadores do gênero.

Em “La Horde”, um grupo de policiais invade um prédio em busca de vingança contra traficantes que mataram um de seus parceiros. Porém, os dois grupos, policiais e traficantes, são surpreendidos pela invasão do prédio de uma horda de zumbis.

Violento ao extremo, é um dos melhores filmes de zumbi que assisti ultimamente. Destaque para a cena em que um dos policiais, na garagem do prédio, se vê cercado por todos os lados por zumbis. Para se defender ele sobe no teto de um dos carros estacionados e, com um facão, tenta acabar com a horda de mortos famintos por carne humana numa das melhores cenas em filmes de zumbis que eu assisti. A maquiagem do filme é excelente, os atores representam muito bem seus papéis, o roteiro é bastante interessante (humanos fechados dentro de um condomínio, cercado por todos os lados por mortos-vivos) e o filme mantém o mesmo ritmo do início ao final. O único porém, pelo menos para mim, é o dos mortos-vivos velocistas. Não gosto muito desta versão dos zumbis criada pelo Sr. Zack Snyder, plagiada dos excelente filme de infectados “Extermínio”. Para os curiosos, link com legendas em espanhol:




MUTANTS

Outro filme francês sobre zumbis. Este é um vírus que transforma as pessoas nos mortos-vivos. 3 pessoas estão em busca de uma estação militar, chamada Noé, onde os últimos humanos se refugiam contra os zumbis. Depois de diversos percalços, 2 deles (um casal de namorados; um, o motorista de uma ambulância, o outro, uma enfermeira) chegam até o que parece ser um hotel nas montanhas. Eles tentam, desesperadamente, tentar entrar em contato com a estação Noé e ela, como seu namorado está infectado, tenta de todas as formas achar uma cura para o vírus.

O filme começa bem, mas diminui o ritmo na metade, quando temos apenas a atuação do casal de protagonistas dentro do hotel, tentando de todas as formas curar ele da infecção. Também bastante violento, com bons truques de maquiagem, mas nada de muito diferente.

Link:




APOCALYPSE OF THE DEAD a.k.a. ZONE OF THE DEAD

Dois policiais da Interpol escoltam criminoso. Porém durante o trajeto, cruzando uma cidade Sérvia, eles se deparam com uma infestação de zumbis.

O filme não decide se seus mortos-vivos serão lentos ou rápidos, burros ou espertos. Ele faz uma miscelânea e joga ao telespectador diversos tipos de zumbis. Porém, a maquiagem e os efeitos do filme são razoáveis, dentro do padrão para uma produção Sérvia. Presença de atores com certa fama, como Ken Foree (Dawn of the Dead, The Devil’s Reject), já na “capa da gaita”. Pra quem estiver interessado, segue o link:

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Lost - The Final


Depois de 6 temporadas e diversos mistérios, a série Lost (que reunião uma legião de fãs assim como fez Arquivo X) chegou ao fim. Eu tomei conhecimento da série quando ela estava em seu segundo ano de existência, em 2005. Fiquei completamente fascinado pelos mistérios apresentados por J. J. Abrams e me tornei fã dele, em especial pelo sua forma peculiar de tratar sobre o tema viagens no tempo e/ou dimensões. Temos muito disso em “Lost”, também em “Fringe” (igualmente excelente, no meu ponto de vista) e no prequel/remake de “Star Trek” (pra mim o melhor remake já feito até hoje, respeitando a série original e abrindo um leque para novas possibilidades futuras usando apenas inteligência no enredo).

Mas chega de “babar o ovo” de J. J. Abrams e vamos ao que interessa neste post... Acredito que uma sinopse não é necessária. O motivo deste post é tentar esclarecer o final da série, que muita gente não entendeu. Existem algumas coisas um pouco complexas para pessoas que não tratam no dia-a-dia com cálculos de números imaginários e outras coisas teóricas, não tangíveis. Vivemos em um mundo onde o tempo é algo que tem somente uma direção: o futuro. É fácil imaginar que uma pessoa consiga ir ao passado ou adiante, para o futuro em função dos diversos filmes sobre viagens temporais já feitos. Porém o que foi proposto em “Lost” é algo um pouco diferente. No sexto ano da série, foi como se o tempo estivesse parado em um certo local. Fazendo uma analogia meio tosca; o que aconteceu é mais ou menos como o efeito “bullet effect” visto nos filmes da série “Matrix”. O tempo parado e tudo em volta dele se movendo. Dito isso, vamos as explicações:

Para agradar os fãs da série, os roteiristas utilizaram a maioria das ideias propostas pelos fóruns de discussão e juntaram tudo de uma forma bastante original. Eles mostraram que os personagens estavam mortos, que eles estavam em um purgatório, e até, se vc for bastante imaginativo, que a ilha era um inferno...

Em todas as temporadas, fomos recheados de “flashbacks” e “flashforwards” para nos familiarizarmos e aprofundarmos nas vidas de cada um dos personagens de “Lost”. Neste último episódio, a impressão que nos dá é que estamos assistindo à uma realidade alternativa, devido a explosão da bomba que tira a vida de Juliet no final da 5ª temporada, onde deveriam aparecer os “flashbacks” e “flashforwards”. Mas não é isso que acontece. Aquilo não era uma realidade alternativa, mas sim o purgatório, onde as almas dos personagens se reuniram para passar “daqui para uma melhor” todos juntos. Por quê? Não faço a menor ideia, mas elas estavam ali juntas e no final, quando vemos Jack Sheppard fechando os olhos, exatamente no oposto do que aconteceu no começo da série, quando ele abre os olhos e vai até onde os destroços do avião tinham caído na praia, eles vão ao paraíso. É neste ponto que entra a ideia sobre o tempo estar parado. No purgatório ele estava parado, todos os personagens morreram, porém cada um em um tempo “terrestre” diferente. Como é explicado por Hugo e Bem quando falam sobre o tempo que estavam, os dois, protegendo a ilha, depois que assumiram o “manto” de Jack. Eles viveram mais tempo porém, quando suas almas ascenderam, foi ao mesmo tempo, no purgatório. É complicado de entender, mas foi exatamente isso que aconteceu.

Quanto a tudo que aconteceu na ilha: tudo foi real. A Dharma Corporation. Realmente foi lá para explorar as formas eletromagnéticas da ilha. Jacob e o “Homem de Preto” realmente existiram. O avião se partiu em dois e cada pedaço foi parar em um lado da ilha e assim por diante.

Porém, mesmo com todas as explicações, muito coisa ficou sem esclarecimento:

1° Por que as mulheres não podiam ter filhos??

2° Quem eram os “Outros”??

3° Aquele navio que ficou “ancorado” dentro da ilha, que trouxe Richard era o mesmo que Jacob e o “Homem de Preto” observam quando estão sentados, olhando para o mar, no início da 5ª temporada. Se sim, como aquele aparecia em um dia claro e o momento em que Richard chega a ilha é mostrado com sendo numa noite tempestuosa?

4° O que, afinal, eram aquela sequência de números de Lost??

Existem outros questionamentos, porém o texto ficaria muito longo listando-os, todos, aqui.

O que sei é que fiquei satisfeito com o final proposto, gostei bastante da forma como as viagens no tempo foram tratadas de forma coerente e com o destino final de todos os personagens. Agora é esperar pela próxima série que irá prender nossa atenção com seus mistérios...



segunda-feira, 24 de maio de 2010

Terror Canibal


Dois pilantras, junto com uma amiga, raptam uma garota e vão se esconder na casa em uma floresta, onde um atravessador arranja esconderijo para eles. Mas tudo vai por água abaixo quando, na casa, eles estupram a mulher do dono da casa. O velho deixa um deles para ser "comida" de canibais e sua esposa avisa a família da garota raptada onde eles estão (não sei como)...

Trash, trash, trash... E é pouco para definir esta produção franco-espanhola. O filme é tão ruim, mas tão ruim que só assistindo para se ter noção das barbaridades que conseguiram fazer na produção.

Primeiro, os "índios-canibais" são homens brancos com tinta guaxe na cara, pintada de qualquer jeito, em certos índios até de forma desleixada. Alguns deles apresentam imensas "suíças", outros bigodes bem aparadas por sob a "pintura de guerra", mas só olhando o filme para se ter noção das ridicularidades que as cenas em que são mostrados os índios são. Além disso, a floresta é algo. Até onde sei, não existem canibais em lugares que não são tropicais... Pois bem, as florestas são coníferas (pinheiros) não condizendo com o lugar tropical em que a maioria dos filmes de canibais é ambientado e nem com a flora da África (se é que é lá que o filme é ambientado). Além disso, em certa hora do filme, é possível se enxergar um "carro?!?" passando atrás dos índios, na sua taba, em plena "coração da floresta"...

Bom, o índios não comem a carne, até por que quando mostra eles com órgãos e vísceras "perto" da boca, depois mostra os dentes branquíssimos, sem nenhum resquício de sangue dos mesmos. Quando mostra eles comendo, nitidamente vc consegue ver o pão, com ketchup.
O filme termina (graças a Deus) também de um jeito imbecil. A princípio o velho é "amigo" dos canibais (o marido da mulher estuprada no começo). ele chama os índios para suas refeições assobiando.

Um deles morre com uma flechada no sovaco, aparece um cara tocando o violão e o som não condiz com as notas que ele toca, cenas e mais cenas de rituais canibais repetidas a torto e a direito além de péssimos atores e um roteiro sem pé nem cabeça...
Por favor, baixem o filme é se mijem de rir como eu fiz...

É uma das maiores tranqueiras já feitas no subgênero canibais e fãs não podem morrer sem conhecer esta bagaça...

Eegah!


Garota passeia de carro pelo deserto quando, de repente, encontra um gigante pré-histórico. Depois de contar a novidade a seu pai e "projeto-de-namorado", os três vão a procura de indícios de que o gigante realmente existe.


Da série piores filmes do mundo, temos esta pérola do cinema americano. Junte no mesmo filme um cantor frustrado que tenta promover sua carreira por meio de filmes (http://en.wikipedia.org/wiki/Arch_Hall_Jr.), o futuro inimigo Jaws de James Bond (http://en.wikipedia.org/wiki/Richard_Kiel), aqui ainda bem novo e um roteiro esdrúxulo, cheio de clichês dos filmes do "Tarzan" e teremos uma mistura "explosiva" (no sentido de explodir o seu cérebro, tamanha a ruindade do filme. Pra citar as "melhores" cenas do filme: a reunião de Roxy (Marilyn Manning) com Eegah, em sua caverna, onde ela conhece toda a família, já morta e mumificada do "Homem das Cavernas"; o desfecho, numa festa a beira da piscina com direito a uma dança dos protagonista que causaria inveja em "Fred Astaire e Ginger Rogers", uma briga sem sentido pela "amor" de Roxy entre o "cantor-frustrado" e um zé mané da festa além da cena pós-morte de Eegah, onde mostra apenas o tacape e a sunga boiando na piscina, com um narrador discursando ao fundo (ARRRRGGGGGGGGGGGGGGHHHHHHHHHHHHHHHHH). O filme é ruim que dói, as cenas no deserto, casa do nosso herói "Eegah" são tão desnecessárias (menos pra encher linguiça e aumentar a duração do filme) e chatas só servem pra mostrar o quão ao ridículo um roteirista e diretor conseguem chegar para fazer um filme. Uma série de animais correndo sem sentido algum para o filme (me lembrou o "Hell of the Living Dead").

Outro dos absurdos do filme: Roxy e Tom Nelson (este é o nome do "cantor-frustrado" no filme, não que isso importe muito) vão resgatar seu pai perdido no deserto, no Buggie de Tom e, ao invés de procurar pistas, ficam fazendo "zerinho" e atolando o veículo (com direito a sombra do cinegrafista).

Quem gosta de cinema ruim, mas bom, tem que assistir...

É bastante divertido ver a canastrice dos atores, além dos "ótimos" diálogos de Eegah (eles são melhores do que os dos atores que falam inglês...).

Creature from the Hauted Sea


Gangue de ladrões ajuda general fugitivo de Cuba a sair da ilha com um baú de ouro. Eles decidem que o baú deve ficar com eles. Para isso inventam um Monstro Marinho e começam a matar os soldados do general. O que eles não sabem é que na realidade, o monstro é verdadeiro.
MEU DEUS. Eu sabia que o Roger Corman fazia filmes "Z", mas este supera-os em muito. O filme é muito, mas muito ruim e por isso é engraçado e tem algumas cenas inusitadas e ridículas que irei listar:

Em primeiro lugar, destaque para a cena onde o agente XK 150 está na "ilha deserta" com todos os outros depois do "naufrágio forçado" do iate, e sai para passar uma mensagem para seu contato em Havana, a agente XK 120. Ele simplesmente descobre um telefone na ilha e liga para ela. Além do mais tem um cara de óculos escuros esperando para ligar e, posteriormente, aparece um "gentleman" de terno e bengala, que não se importa de molhar os sapatos na água que fica entre as rochas.

Outra cena ridícula, é a cena onde "Happy Jack" (que é um dos ladrões que fica fazendo imitações de bichos e adora pirulitos) encontra "Porcina", sua namorada na ilha. Ele começa a imitar um elefante e ela responde, depois ele imita um galo e outros bichos e ela sempre imitando a fêmea do que ele imita. Uma das coisas mais deploráveis já feitas no cinema.

Destaque ainda para a criatura, que parece o "Mr. Hankey, The Christmas Poo", que nada mais é que uma merda falante.

Detalhe, no final (garanto que ninguém vai se importar de ler um SPOILER) que fica com o ouro é o monstro, que não sei por quê, resolveu comer tudo.

Na final, este tal de agente XK 150 e sua namorada (que não sei de onde apareceu no filme) são os únicos a sobreviverem e, mesmo na ilha, ele descola um terno e um par de óculos escuros para aparecer na cena final.