quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Fugindo um pouco da regra...

Como solicitado pelo Sr. Guerra, segue um post para que possam assistir a alguns filmes feitos por ele...
O link segue abaixo. Um dos filmes que achei mais interessante, e infelizmente não vi no post do blog do Sr. Guerra, é Canibais & Solidão, uma comédia fantástica e que vale a pena ser assistisda.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Scott Pilgrim vs. The World


O filme nos conta a trajetória de Scott Pilgrim, baixista de uma banda de garagem intitulada "Sex Bob-Omb" que, deixado pela namorada, líder de uma outra banda, está em fase de superar este trauma. Para isso arruma uma outra namorada, uma colegial mais nova que ele. Porém durante um sonho, ele vê a garota com quem quer passar o resto de sua vida, Ramona. O problema de Ramona é que, para poder ficar com ela, Scott deve primeiro acabar com os 7 Ex-Namoradas do Mal dela, que um a um procuram por Scott para uma luta até a morte.

Baseado na série de Graphic Novels de Bryan Lee O'Malley "Scott Pilgrim". Imaginem um filme que misture games, quadrinhos, rock n' roll e lutas bem coreografadas. Pois Scott Pilgrim tem tudo para ser um cult nerd de primeira. E quando digo nerd, não no sentido pejorativo da palavra, mas sim no que define aqueles aficcionados por quadrinhos e vídeo games. A nota no IMDB, a última vez que vi, estava 8.1. E o filme realmente merece pelo que apresenta: é uma viagem do começo ao fim. As lutas são todas baseadas em algum jogo de vídeo game: temos duelo de baixos, um duelo de bandas que culmina em uma luta entre dois monstros criados pelo som das bandas, e uma luta final, com direito a "vida extra", espada laser, aumento de level do personagem entre outras coisas.
Falando especificamente da história, ela é bem simples. Já foi filmada diversas vezes. Porém a forma como o filme se desenrola é única. Scott é um vadio, sem emprego (pelo menos o filme não mostra ele trabalhando), que mora e dorme junto com um amigo gay, de favor, na mesma cama que ele. Ele tem um sério problema em tentar romper com suas ex-namoradas, nunca conseguindo fazer isso direito e deixando sérios problemas com seus relacionamentos anteriores. A banda de Scott participa de um concurso para tentar um contrato com uma gravadora, cujo dono é um dos ex-namorados de Ramona. E dentro deste concurso, acontecem três das lutas de Scott Pilgrim. Os duelos entre as bandas são totalmente baseados nos jogos da série "Guitar Hero"'.

Enfim, para quem gosta de quadrinhos, games e rock n' roll, além de filmes de luta, este é o filme de 2010. Assistam e divirtam-se.


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Breaking Dawn - o livro


Muitas vezes comentei que nunca critico nada antes de assistí-la ou lê-la. E sobre a série Twilight, de Stephenie Meyer, não é diferente. Mesmo tendo lido os três primeiros livros e achado uma porcaria (como os 3 filmes baseados neles), criei coragem e comecei a ler o 4º, e até onde me pareceu, último livro da série. O livro pode ser dividido em três etapas: a primeira, do casamento até ela saber que estava grávida; a segunda, a história contada pela perspectiva de Jacob e, para mim, a melhor coisa que a autora conseguiu escrever até hoje; a terceira, do renascimento de Bella como vampira até o confronto com os Volturi.
A primeira parte continua piegas ao extremo, como foram os 3 primeiros livros. Casamento perfeito, lua-de-mel perfeita, blá-blá-blá, tudo aquilo que eu detestei nos 3 primeiros. A autora consegue, inclusive, criar um personagem ridículo para o folclore brasileiro, o Lobismen (pelo menos na tradução que eu li, não li o livro original) que não fica bem definido por ela durante a narrativa. O livro é tão chato nesta parte que devo ter demorado umas duas semanas para terminar de lê-la (normalmente neste período de tempo, eu leio, no mínimo, um livro inteiro). Então descobrimos que Bella está grávida e não se sabe exatamente o que é o filho dela e de Edward. Ela é levada de volta a Forks e entramos na segunda parte do livro. Nesta parte a autora, pela primeira vez em toda sua obra, escreve sua narrativa pela perspectiva de um homem e se sai muito bem (pelo menos melhor que pela perspectiva feminina). O personagem de Jacob ganha mais profundidade e começamos a entender melhor seus anseios e os confrontos internos do personagem. A parte está incrivelmente bem escrita e sem os comentários melosos que poluem todos os livros da autora. Então conhecemos a filha de Edward e Bella e vemos Jacob se apaixonar por ela. Chega então a terceira e última parte do livro. Bella renasce como vampira e começamos a seguir novamente por suas experiências até o final do livro. Ela vai criando sua filha que cresce de maneira espantosa, juntamente com o bando de lobisomens. Aqui vou fazer um parênteses para explicar outra coisa podre do livro. Acredito que a autora deve ter se inspirado na série "True Blood" é inventou que os lobisomens não eram mais lobisomens, mas sim "transmorfos", com uma explicação podre lá pelo final do livro. Mas continuemos com o restante do livro. Então, em uma de suas saídas para caçar, a criança é vista por outra vampira, que vai e alerta os Volturi. Ela confunde a criança por uma criança-vampira, proibida pelos Volturi por uma série de acontecimentos passados e, através de Alice, que prevê o futuro, os Cullen ficam sabendo que os Volturi estão vindo para matar a criança. Então eles reúnem uma grande quantidade de vampiros para testemunhar que a filha de Bella e Edward não é uma morta-viva, mas sim uma nova espécie. neste interím, Bella é treinada para desenvolver sua habilidade natural, para caso houver uma luta entre as duas facções de vampiros. Então, quando chega a hora, e você pensa que a autora vai criar coragem e fazer com que seus personagens se tornem mais reais e morram numa luta, como aconteceria normalmente, ela recorre a um subterfúgio (a filha de Bella e Edward não é única) e a luta que todos esperavam, Volturi vs. Cullen não acontece. E todos vivem felizes para sempre.

Sem dúvidas, é o melhor dos livros escrito pela autora, mas mesmo assim fica bastante abaixo de qualquer literatura sobre vampiros feita. Ela melhora na escrita, porém o livro fica chato em certos pontos. Aos fãs, devem ter adorado o final do livro. A mim, que gostaria de ler um pouco de ação, simplesmente detestei e achei covarde. Para um último livro, alguns personagens poderiam ter morrido, principalmente na última batalha (que não ocorreu) para dar mais dramaticidade a série. Enfim, mas leitura melosa e piegas para adolescentes. Romance usando seres sobrenaturais para sair do básico. Mais nada. 

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Piranhas - 3D


Voltando ontem para casa, após assistir a “Piranha 3D” no Arteplex do Bourbon Country, escutando “The Ramones” no carro, comecei a refletir sobre o que vi na tela grande: quanto tempo fazia que eu não assistia a um filme recente com a cara da década de 80? Muito, mas muito tempo. E é exatamente isso que deixa transparecer a nova película de Aja. Uma grande homenagem aos filmes da década de 80, pelo espírito do filme; um remake de “Piranha” (que já era quase que um “rip-off” [ou até um remake, se desejarem] de “Tubarão”, de Spielberg) que traz tudo que eu, como fã, gosto de assistir em um filme de terror.



Começando com um pequeno resumo: Piranhas pré-históricas que estavam presas em um lago subterrâneo abaixo de outro lago, conseguem passagem para o lago superior por intermédio de um tremor submarino. Neste lago, durante as férias de Primavera, jovens “descompromissados” estão curtindo o tempo livre com muita cerveja, curtição e exposioção gratuita de seus corpos. É claro que em uma junção destas duas variáveis, o resultado é um banho de sangue memorável.

O filme não tem só acertos, tem erros também. Existem algumas coisas intragáveis (que podem estar ali somente como uma referência aos “trashs” da década de 80, como podem também ser burradas de roteiro) durante os 88 minutos de projeção. Tentando citar elas em ordem cronológica durante o filme: Por que o redemoinho em uma parte do lago quando a rachadura acontece? Os espaços a serem preenchidos nem era assim tão grande para demandar tanta fuga d’água. Se as piranhas sobreviveram canibalizando-se, como existiam tantas e como, além disso, existiam tantos ovos presos ao que parecia ser algas?? Quando as criaturas partem para este extremo e, devido ao tempo em que elas ficaram presas no lago subterrâneo (acredito eu, milhares de anos) provavelmente já estariam extintas. Por que diabos os policiais estavam dando tiros de escopeta para tentar matar as piranhas, durante o ataque em Lake Victória? Se eles pensassem um pouco, com aqueles tiros eles iriam matar mais turistas que piranhas... Por que cargas d’água as piranhas pararam de atacar as pessoas que estavam dentro d’água durante o ataque? Parecia que, inclusive, elas tinham somente a intenção de matar a maior quantidade de pessoas e não de se alimentar, que é o que é proposto no filme para os ataques.



Em contra-ponto, a gama de acertos é muito maior e faz, no meu ver, com que este tenha sido um dos melhores filmes de terror que eu assisti no ano de 2010. O quarto do garoto com um pôster dos “Ramones”, do disco clássico “Rocket to Russia”, além de posteres do talking Heads entre outros nunca seria visto mais em um quarto, num filme atual. Os quartos dos filmes de hoje são quase sempre bem limpinhos, clean, com um PC e uma cama. O deste filme não: o quarto é cheio de posteres na parede, a cama toda bagunçada, enfim, do jeito que se via nos filmes da década de 80. E do jeito que realmente é um quarto de adolescente. Ele usando uma camisa do “Pixies” e não do “Justin Bieber” já é outro avanço significativo. A enxurrada de peitos, nudez, bagaceirices e sangue durante toda a projeção é outro ponto a favor de um filme que homenageia gêneros e épocas das produções de terror. Homenagens a “Braindead”, “Back to the Future”, “Alien³” (veja as fotos abaixo) e uma série de outros clássicos estão presentes.



A cena do ataque, mostrando todos os corpos meio-devorados sendo retirados da água, pernas meio comidas, corpos se dividindo, pessoas sendo transportadas pela metade, um cara com uma lança destroçando todos a sua frente com a hélice e terminando arrancando o couro cabeludo (e parte da pele da face de uma garota). A cena onde Eli Roth tem a cabeça esmigalhada, com sangue jorrando em uma garota, ou onde um cabo de aço divide quase ao meio uma garota, sem antes cortar a parte de cima do biquini e termos um belo visual de seu par de “boobs”; tudo isso mesclado a muito sangue jorrando, sendo que a água do lago fica tingida de vermelho e a excelente maquiagem de Greg Nicotero fazem um prato cheio para os fãs das tranqueiras da década de 80, onde com a tecnologia dos efeitos aumentanto, estes efeitos nojentos eram explorados ao máximo.

Além disso tudo, o filme dosa muito bem partes sérias (e tensas) com cenas de humor negro. Como a muito tempo não se vê.



Bom, saibam os fãs que ao irem assistir ao filme, vão com o intuito de curtir 88 minutos de pura diversão descompromissada. E assistam em 3D, vale muito a pena. O filme foi feito para ser assistido desta maneira. Existem cenas que perdem bastante da graça se estes efeitos não forem explorados.

Para terminar, só uma observação: o sistema I-MAX, para filmes em terceira dimensão, é uma completa merda: os filmes ficam escuros e os efeitos não são dos melhores e mais convicentes. Se puderem optar, escolham o sistema Real 3D que é deveras melhor.

Bom filme e apreciem a enxurrada de tetas na tela...

domingo, 24 de outubro de 2010

The Walking Dead – A Série

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Quem gosta de zumbis certamente já ouviu falar ou leu esta fantástica série criada por Robert Kirkman. E como todos já devem saber foi aprovado uma série para a TV baseada na série de quadrinhos. A que alguns ainda podem não saber é que a segunda temporada já está garantida antes mesmo da estréia da série na TV, que será em 31 de Outubro. Porém, como “Tropa de Elite”, o primeiro episódio já vazou para a internet.
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A série conta a história de Rick Grimes, delegado que em uma perseguição leva um tiro e fica em coma no hospital. Quando se acorda, o mundo a sua volta está mudado. Os mortos estão caminhando. Ele vai até sua casa para encontrar sua mulher e filho, mas só encontra a casa vazia. Ele é encontrado por um pai e seu filho que estão se refugiando dos mortos em uma casa perto da casa de Rick. Eles falam que provavelmente, se estiverem vivos, seu filho e esposa estão em Atlanta, último local de refúgio transmitido pela TV antes que o sinal caísse. Rick, então se dirige a Atlanta em busca de sua família, mas o que encontra no centro da cidade é uma horda de zumbis famintos.
O primeiro episódio é o primeiro comic de “The Walking Dead”. Com toda a certeza, é uma das melhores coisas já feitas para a televisão ou cinema no gênero. A história é ótima, a maquiagem e efeitos dos zumbis são deslumbrantes, não se poupa sangue, cabeças estourando e detalhes nojentos dos “walkers”, que é como são chamados os zumbis nos comics. Enfim, é tudo que um fã de filmes de zumbis sonha em assistir numa película. Na primeira cena, vemos Rick tentando encontrar gasolina num posto de abastecimento. Lá ele encontra uma garotinha que é um zumbi. Sem frescura nenhuma, dá um tiro na cabeça da garota. Se isso já é raro em filmes, imagine num seriado de televisão. Outra cena que vale a pena comentar é a cena do cerco no centro da cidade de Atlanta. É simplesmente angustiante. Rick é cercado por centenas de zumbis, que matam seu cavalo, e ele tenta fugir de qualquer jeito. é, com certeza, a melhor cena do primeiro episódio.
Então, se preparem para dia 31 de Outubro para o lançamento e para os próximos 5 episódios, que acredito eu, devam condensar o primeiro arco das comics. Que sejam sempre na mesma qualidade, pois esta série promete ser muito boa.
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Trailer “The Walking Dead”