domingo, 3 de abril de 2016

Batman vs. Superman: Dawn of Justice



Para entender a crítica, sempre é bom saber um pouco da bagagem de quem a escreve. Pois então, voltemos a década de 80, quando li meu primeiro gibi de super-heróis, uma história do Spectreman onde ele enfrentava dinossauros (se bem me lembro, era um triceratope) em um dos gibis lançados pela Editora Bloch na época. Isso era 85 ou 86, não lembro bem o não, mas lembro que foi comprado numa ida para fazer o rancho do mês (era época de inflação, e se você bobeasse, no outro dia seu salário não valia mais nada) num supermercado da rede Zaffari.

Daí pra diante, abri minha mente para essa nova arte. Comecei a comprar mais quadrinhos, só que agora, o que eu comprei foi um gibi onde uma cara com uma capa vermelha segura uma moça loira, em seus braços, também com uma capa vermelha. Essa era a capa de uma das histórias de “Guerra nas Infinitas Terras” (uma das melhores sagas da DC que já li) onde Superman segurava uma Supergirl totalmente machucada, depois de uma batalha contra o “Monitor”, o vilão da saga. A partir daí (em parte pela fantástica arte de George Perez) comecei a consumir quadrinhos da DC e, conforme a editora Abril publicava as novas sagas da DC no Brasil, ia adentrando um mundo fantástico dos quadrinhos de super-heróis, lendo o reboot fantástico que John Byrne deu ao Superman entre outras sagas. Ainda não lia muito Batman nessa época, mas depois que li “The Dark Knight” de Frank Miller, virei fã.

Infelizmente, a vida continua e os bons tempos de infância se vão. Felizmente pra mim, nunca deixei de ler quadrinhos, porém, mudei um pouco os rumos de minha leitura da DC para a Marvel. Explicando, ainda acompanho, porém estou mais “por dentro” do que acontece na Marvel do que na DC. Meu conhecimento nos quadrinhos da DC parou no meio da década de 90, portanto, pode ser que fale algumas besteiras sobre o filme que podem ter sido baseadas nessa época, porém acredito eu que serão mínimas.

Vamos ao que interessa, o que achei sobre o tão aguardado “Batman vs. Superman”? Pra mim, uma grande DECEPÇÃO. E explico: nunca vi o Batman ter sua essência tão desfigurada quanto ao que foi feito nesse filme. Mas vamos por partes... Se ainda não viu o filme, não leia pois terão diversos SPOILERS.

Vi em alguns sites onde um dos grandes problemas do primeiro filme do Superman (esse é a continuação), foi a forma brutal como Superman matou Zord. Nos quadrinhos, em uma magnífica saga escrita e desenhada por John Byrne, também vemos essa disputa. E também como no filme, Superman precisa abdicar de todas suas convicções em não tirar nenhuma vida e acabar com os kryptonianos que vieram a terra e queriam dominar o planeta e a raça humana. Superman não tendo outra alternativa, abre uma caixa contendo kryptonita e expõem os 3 bandidos kryptonianos a radiação da pedra, matando-os. No filme, o herói quebra o pescoço do vilão. Em suma, pra mim, um dos personagens mais bem caracterizados no filme é o Superman. Vemos no filme toda a aflição dele em tentar ajudar a humanidade de todas as formas e ser interpretado mal pela imprensa oportunista, que tenta difamá-lo. Todas as características que fizeram com que eu gostasse do personagem nos quadrinhos estão expostas no filme.

Porém, o que dizer do Batman... Ah, o Batman de Bem Affleck. No meu entendimento, o problema não é o ator (que até interpretou bem e tem o biótipo para o personagem) mas sim o que fizeram com o caráter do Homem Morcego. Batman se tornou um “ditador”, onde apenas o que ele faz é o correto e não precisa ser julgado, porém quando outro faz a mesma coisa, é o fim do mundo, e deve ser exterminado pois é uma ameaça. Estou me referindo no parágrafo acima a ele julgar aos danos colaterais causados pela batalha de Superman contra Zord em Metrópolis que acabou dizimando algumas pessoas e um dos prédios das empresas Wayne na cidade. Ou seja, o Batman matando pessoas (quando ele fez isso nos quadrinhos, tirando “Dark Night” que não é da cronologia??) pode, o Superman não?

Batman bebendo? Na cena onde ele está na cama com uma de suas conquistas, vemos Bruce Wayne bebendo um resto de champagne ou vinho que sobrou da noitada. Porém todos sabemos (pelo menos quem lê quadrinhos) da convicção e preparo que o “Cavaleiro das Trevas” tem. Abdicando de toda e qualquer substância para manter o corpo são. E além disso, desde quando Alfred, o mordomo, é um expert em tecnologia? Aliás, Alfred está sempre desencorajando seu patrão a seguir a vida de vigilante... E os pesadelos com os morcegos?!?! Achei que o Batman tivesse pesadelos com a morte dos pais, e não com morcegos gigantes. Bem, são tantas as divergências que ficaria horas e horas escrevendo. Mas, adiante...

Outro grande problema do filme é pegar duas das maiores sagas dos heróis e tentar resumir em um filme de 2h e 30min. Além disso, são duas sagas de universos totalmente distintos.

“Dark Knight”, de onde surge o confronto entre Batman e Superman, é uma saga, como já falei antes, de um futuro alternativo do Batman onde ele se torna hiper violento em razão do que está acontecendo com os EUA na época e faz de tudo para acabar com a criminalidade que chegou a pontos absurdos. Nessa saga, Superman é a representação do governo e Batman, é a representação do povo. A batalha entre os dois é uma batalha de ideais, não uma simples luta irracional, por motivos esdrúxulos e com um final mais ridículo ainda como no filme. Aliás, se perceberem bem, o final do filme é exatamente o oposto do final da minissérie, onde quem supostamente “ressuscita” é o Batman.

“A Morte do Superman” é outra saga, que se passa na cronologia real do Superman, cheia de pormenores e que se estendeu por mais de ano, explicando quem era Doomsday, como o Superman ressuscita, os clones e tudo relacionado.

O filme beira ao ridículo tentando resumir tudo o que foi escrito em pouco tempo. Não dá para colocar “Porto Alegre dentro de Viamão”.

Lex Luthor, o que dizer do ridículo e insuportável Lex Luthor do filme. O vilão beiro o estúpido. Jerry Siegel e Joe Shuster, desculpem o termo, devem estar se revirando no caixão com o que fizeram com sua criação. Lex Luthor é um homem de negócios, que tem uma rixa agravada com o Superman por causa de Lois Lane. Ele nunca foi um pirralho metido a cientista nazista, mimado e irritante como o protagonizado no filme. Que essa seja a única experiência que teremos com esse ator. Nunca mais escalem ele para o papel de Luthor. Simplesmente horrível.

Vamos falar da Kryptonita, o calcanhar de Aquiles de todo kryptoniano. Pois bem, a kryptonita é uma pedra radioativa com origem do núcleo de Krypton. Nos quadrinhos, lembro que Luthor descobriu uma delas e mandou fazer um anel, para que o Superman não pudesse se aproximar dele. Porém, a radiação da pedra fez com que Luthor tivesse que amputar sua mão. Aquele pó de kryptonita não me desce pela goela até agora. Primeiro, se o Superman respirasse aquilo, a radiação penetraria em seus pulmões e ele morreria assim como aconteceu com seus conterrâneos quando ele os matou. Bom, nem é bom me aprofundar nessa besteira que fizeram.

Mas nem só de coisas ruins o filme foi feito. A luta do Batman no cais, para salvar a mãe do Superman contra os capangas de Luthor é muito bem feita e coreografada. Pela primeira e única vez no filme me senti como se o Homem Morcego que conhece estivesse aparecendo. Outra coisa, o filme é visualmente deslumbrante, com todas as suas lutas e efeitos especiais, mas é tudo que achei de bom. Ah, a Mulher Maravilha... Nem deu tempo dela aparecer... Espero que usem mais ela no próximo longa, certamente foi uma das coisas que se salvaram nesse filme.

Enfim, o filme tem algumas cenas boas mas, em termos da essência dos personagens, principalmente do Batman, peca demais. Não é ruim nem bom, fica no meio. Poderia ter sido muito, mas muito melhor. Porém o diretor ficou tentando entreter crianças de 10, 12 anos com uma luta ridícula entre super-heróis quando podia muito mais se aprofundar nos personagens e criar um ambiente melhor para o próximo longa da série.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Apocalypse Pompeii


Mais um resumo básico de uma podreira que assisti recentemente: família viajando pela Itália enfrenta uma erupção vulcânica. O pai, ex-Forças Especiais, faz de tudo para salvar a esposa e filha que estavam em passeio a Pompéia quando a erupção do Vesúvio começa.


Essa aí de cima é a "gatinha" do filme. Mas vamos direto aos comentários sobre as besteiras que os caras da Asylum conseguiram fazer com mais esta pérola do cinema desastre. Primeiro, junto com os créditos iniciais vemos uma câmera sobrevoando a cidade do Rio de Janeiro, inclusive com uma bela imagem do Cristo Redentor. Então vemos uma garotinha correndo, sendo seguida pela mãe e a legenda: Ilha de Galápagos. O grande problema é que a ilha de Galápagos não tem nada a ver com o Brasil. Ela fica a uns 1.000 Km do Equador, no Oceano Pacífico. Vamos esquecer este pequeno erro geográfico e continuar com nossa aventura. O vulcão de Galápagos entra em erupção e destrói tudo que vê em seu caminho.


Somos apresentados a família: Jeff, Lynne e Mykaela. Jeff é um ex-marine que agora, ao que parece, vende serviços de segurança ou aparelhos para segurança. Mas isso não importa porra nenhuma. O que importa é que ele deixa a mulher e a filha em uma excursão para Pompéia enquanto tenta fechar negócios em Nápoles. Pequenos tremores são sentidos mas, segundo o guia da excursão, é perfeitamente normal em Nápoles. Chegando em Pompéia, o que parecia ser normal, se torna numa das maiores erupções do Vesúvio, com tudo, mas tudo mesmo, o que uma erupção de um vulcão consegue expelir para atmosfera. Vendo que aqueles tremores não se tornaram em algo mais, Jeff tenta por todos os meios buscar a família em Pompéia. Pedindo favores a ex-militares (que oportunamente estavam todos na Itália na ocasião), vai a uma base italiana roubar um helicóptero para conseguir chegar ate Pompéia. Antes de continuar e ilustrar todos os furos do filme, voltemos a excursão e vamos ver o que está acontecendo com o restante da família.



Os tremores foram sentidos em Pompéia de forma mais intensa. Juntamente com os tremores, uma chuva de rochas incandescentes ataca nossas heroínas que, juntamente com o grupo da excursão, tenta de todas as formas possíveis escapar dos percalços lançados pelo vulcão. Além da chuva de rochas, uma onda de calor, avalanche de lama, seguida de cinzas que cobre todo o céu, deixando tudo escuro (gravem isso) e, finalmente, a lava. Tudo isso nos é explicado pela futura geóloga Mykaela, que quando viajava com o pai marine por todas as partes do mundo, estudava tudo que podiam sobre os locais onde iam, inclusive as formações rochosas e, por consequências, vulcões. Ou seja, no filme, ela é nossa expert, sabendo de tudo o que vai acontecer na sequência. Agora vamos as partes interessantes, ou seja, aos furos desta pérola. Nosso herói, Jeff, com outros três soldados, vão roubar um helicóptero. Durante a investida, um deles, Cane, é alvejado por um tiro na perna (gravem isso também). Bom, eles conseguem roubar o helicóptero, que é todo camuflado como na foto abaixo.


Porém, quando vemos os caras entrando dentro do helicóptero e saindo pela porta, o helicóptero miraculosamente muda de cor. Ele se torna azul. Por um momento, achei que estava ficando míope, mas realmente os caras mudaram a cor do helicóptero e acharam que ninguém ia notar? Pelo amor de Deus.


Além disso, no filme mostra Pompéia do lado de Nápoles. Porém, o helicóptero em uma parte diz que irá demorar mais 15 minutos para chegar em Pompéia. A quanto este helicóptero está viajando? 10 Km/h?


Chegando ao museu de Pompéia, onde os sobreviventes da excursão ficaram protegidos, Jeff e outros dois descem do helicóptero e tentam resgatar os sobreviventes. Porém, é aí que a lava começa a escorrer do vulcão. O helicóptero que iria salvá-los é atingido por uma rocha incandescente e o piloto, o mesmo que levou um tiro na perna, consegue se salvar pulando do helicóptero para o topo do prédio. Depois disso, ele começa a correr como se nada tivesse atingido sua perna. Antes de roubar o helicóptero ele mal conseguia caminhar. Mesmo sabendo que a lava estaria para chegar, não entendi por que patavinas eles decidem ir até o porão do prédio. Vendo que a merda foi feita pela burrice, eles vão até o topo do telhado novamente para tentar escapar. E é aí que vemos uma bela lua no céu noturno. Espera um pouco!?!? Lua!?! Mas as cinzas vulcânicas não tinham encoberto todo o céu de Pompéia?? Enfim. Outro amigo de Jeff vai até eles e os salva, fazendo com que todos tenham um final feliz.



Atuações canastronas ao extremo, "defeitos" especiais ao estilo Asylum, uma história sem pé nem cabeça, situações forçadas até não poder mais, entre outras coisas, fazem deste filme uma diversão sem igual pra quem gosta de "quanto pior, melhor". Pegando a onda do Blockbuster Pompeii, mais uma vez, a Asylum acerta a mão numa podreira divertida (é claro, se você não levar nada a sério e rir dos absurdos intermináveis deste filme). Enfim, divirtam-se. Legendas em português para a versão no link abaixo.





quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Hold Your Breath


 
Um grupo de amigo do colegial se reencontra para uma viagem até um acampamento para relembrar os velhos tempos de escola. Durante a viagem, passam em frente a um cemitério, onde um deles é possuído pelo espírito de um maníaco que morreu eletrocutado em 1956, num manicômio que ficava por perto. Após isso, eles tentam desesperadamente salvar suas vidas do que pode ser sua última noite vivos.
 



Faz tempo que não escrevo sobre filmes, mas depois de assistir a esta perola que foi legendada pela equipe de legendas a qual faço parte, não pude resistir. Terei que comentar brevemente sobre esta tranqueira. Vamos do começo: o ano é 1956. O filme mostra um carro da imprensa chegando a um manicômio, onde será realizada o cumprimento de uma pena de morte. Na realidade, se vê que é uma prisão de segurança e não um sanatório realmente, visto que não sai da ocorrência de penas de morte, nem de cadeiras elétricas em sanatórios nos E.U.A., mas como é um filme da Asylum, vamos deixar isto de lado pois é apenas um dos furos presentes na película, adiante. Pois bem, somos apresentados ao nosso vilão, o pastor  Dietrich Van Hausen. O homem de Deus é acusado de vários crimes incluindo: esquartejamento, mortes por diversas perfurações com objeto cortante, estupro, e assim por diante. Como uma de suas vítimas escapou (a garota com o rosto cheio de cicatrizes, na primeira fila da execução), o cara foi pego e levado a "Green Mile". Antes de ser executado, o diretor da prisão pergunta se o réu tem algumas palavras antes de sua execução, que possa justificar atos tão vis quanto os que realizou. Assim, o vilão deslancha uma passagem da bíblia, do livro de Levítico, onde fala sobre morte a quem blasfemar em nome do Senhor, assim como aquela famosa linha de "olho por olho, dente por dente", também da bíblia. Então pensamos nós, meros mortais: "Taí o motivo dele matar. O rapaz é louco varrido e usa a religião, mesmo que de forma errônea, para justificar seus atos". Ou seja, o cara mata pecadores e blasfemos que, por ocasião de serem de sua congregação (mesmo que não seja dito em momento nenhum do filme isso), ele fica sabendo dos pecados e blasfêmias e, inspirado pela bíblia, mata. Mas então por que raios o infeliz estuprou uma de suas vítimas? OK, é uma porra de um filme da Asylum, que lança tranqueiras no mercado só pra ganhar uns trocados, para porras de adolescentes que nem devem ter notado estes deslizes no roteiro; mas de vez em quando, alguma alma pensante (mesmo que pouco) assiste  o filme e tem que falar das merdas que vê, mas vamos continuar. Depois de cuspir estes monte de baboseiras, Dietrich ataca o diretor da prisão e corta sua garganta com o unha do dedão, que propositalmente deixou de cortar por uns 4 meses (eles não se certificavam disso quando iriam fazer uma execução?). O diretor sangra até morrer e o pastor é finalmente morto eletrocutado.
Somos transportados pela magia do cinema até os dias atuais e conhecemos nosso grupo de heróis. Como detesto gravar os nomes, principalmente de personagens tão descartáveis como estes, colocaremos pseudônimos neles. Temos as irmãs gostos (uma loira outra morena), o maconheiro, o valentão do colégio, o atleta certinho e sua namorada e o gênio da turma. O atleta e mentor da excursão solicita todos os celulares do grupo e os coloca no porta luvas de seu carro, chaveando o mesmo. Eles saem em direção ao camping. No trajeto, passam a frente de um cemitério e é aqui que ficamos sabendo o significado do título do filme: "Segure sua Respiração". Segundo a irmã loira, toda a vez que se passa de carro (e somente de carro) a frente de um cemitério, devemos segurar nossa respiração. Isso por que existem almas tão ruins que até o inferno rejeitou, e elas ficam vagando no cemitério, esperando que alguém passa para se apossar de seu corpo. Então, todos no carro ao passar seguram a respiração, menos o maconheiro, que está dando uma tragada no cachimbo. Então já sabem o que acontece, o espírito que nosso vilão adentra ao corpo do maconheiro, que derruba o cachimbo nas pernas do atleta, que era quem estava dirigindo o carro. O mesmo para o veículo e todos descem. O valentão diz que precisa dar uma mijada e é quando vê o sanatório. Adivinha se alguém não vai querer trepar lá dentro por causa da emoção? O atleta e sua namorada, então, vão para o sanatório dar "umazinha". Para foder com a vida dos dois, o valentão, o gênio e as duas irmãs vão atrás do casal, enquanto o maconheiro possuído fica com a chave do carro, aguardando até que todos voltem. Enquanto o quarteto explora o sanatório, um carro de polícia se aproxima da caminhonete do grupo guardada pelo maconheiro. O guarda se prontifica a ajudar, visto que a caminhonete estava parada, e o maconheiro mata ficando o cachimbo no olho do policial (cena da foto acima, que não tem no filme, visto que ele é morto fora do carro de polícia). Aqui gostaria de fazer um parenteses na história para tentar compartilhar algo que notei no filme. Acredito eu que o filme deveria se passar dentro do sanatório, onde as mortes começariam a acontecer e teríamos algum desfecho lá, no roteiro original. Não sei por que cargas d'água, eles resolvem fazer o restante das mortes em outra parte, acredito que por que deve ter ficado uma merda (mas o filme é uma merda sem tamanho) e tentaram salvar (o que não conseguiram) mudando o lugar da ação; fecha o parenteses.
Vamos a ação dentro do sanatório: dos quatro que entraram atrás do casal tarado, um deles sai para dar uma mijada também: o gênio. Os outros três, as irmãs e o valentão, vão caminhando pelos corredores do sanatório até que chegam a sala de execução, onde se encontra a cadeira elétrica. O valentão então é desafiado pela loira que diz que se ele sentar na cadeira ele poderá ganhar um boquete. O cara senta e é atado a mesma pelas duas irmãs. Numa cena pouco antes da irmã morena atar o valentão a cadeira, vemos ela de costas para a sala de audiência das execuções. Não sei por que diabos somos apresentados ao fantasma da garota com cicatrizes na cara (que aparece durante a execução do pastor), que fica piscando no mínimo umas três vezes atrás dela. Em razão desta cena acredito que houve modificações no roteiro, visto fariam um filme com fantasmas e não só com espíritos possuindo corpos (acho eu para poupar em efeitos). Mas vamos a continuação, com o valentão atado, uma tempestade elétrica começa do nada. Corta para cena do casal tarado passeando pelos corredores do sanatório (se você prestar atenção, verá que os outros 4 amigos já passaram por este mesmo corredor que eles anteriormente, e os dois grupos não se cruzam). A namorada do atleta faz um comentário sobre um respiradouro para recém nascidos como se fosse uma máquina que se usasse para torturar malucos. Maluca deve ser ela e os roteirista tirando o público para otário com um comentário imbecil destes. Eles adentram ao necrotério do sanatório e começam a trepar, mas são atrapalhados pelos gritos de seu colega valentão, que agora está apavorada, atado a cadeira e com o capacete colocado em sua cabeça. Um raio atinge o santório, fazendo um barulho infernal, assim como ventos, e o casal trepador só escuta o valentão gritando? A coisa devia estar quente mesmo!! Os dois tentam sair para ajudar, porém a porta está trancado. Uma figura espera do outro lado, segurando um cano de ferro e ameaçando a dupla. Na realidade, era o gênio tentando pregar uma peça, sem efeito algum para o público. O atleta então sai necrotério e consegue salvar o valentão. Eles saem e vão para a SUV, onde o maconheiro possuído já pegou todos os celulares e os jogou fora, deu fim no carro do policial e seu corpo, e os está esperando.
 
 

 
Chegando no acampamento, o valentão descobre que uma de suas bolsas ficou pra trás, provavelmente caiu do carro. Ele e a irmã morena voltam para pegar, porém, antes de ir, ele dá um soco no estômago do maconheiro e o espírito do pastor maníaco sai do maconheiro e possui o valentão. Os dois adentram o cemitério o cemitério a procura da bolsa e é quando o valentão nocauteia a irmã morena. Os outros preocupados com a demora vão atrás dos dois e se deparam com o cemitério invadido e sangue no chão. Caminham mais um pouco e encontram a SUV do atleta danificada e mais o corpo da irmão morena cortado ao meio, pendurado em uma árvore. O valentão então aparece, de posse de um garfo, ameaçando o grupo. Do nada, um cara aparece com uma .12, dá um tiro no valentão, e pede para o grupo lhe acompanhar até sua casa.
Lá, ficamos sabendo que ele é um dos guardas do sanatório e que aquele dia é o aniversário da execução do pastor, e que todo o aniversário da execução ele fica vagando o cemitério (mas que porra, a explicação não era outra?!?!?!?!??!). Também descobrimos que a irmã loira está possuída pelo pastor. Ela consegue escapar do ex-guarda e fugir para a mata. O guarda e o atleta saem de carro em direção do cemitério enquanto os outros três, o gênio, a namorada do atleta e o maconheiro, ficam na casa aguardando o retorno dos mesmos. Mas quem chega é a loira possuída, que pega o gênio, derruba no chão e o mata com uma batedeira?!?! (essa eu nunca tinha visto). Tenta pegar os outros dois, mas estes conseguem escapar.
No cemitério vemos então que o ex-guarda está dirigindo uma caminhonete da Toyota e para de frente a um túmulo. O túmulo do diretor do sanatório. Ele prende a respiração, o atleta não. Então o espírito do diretor possui o atleta (mas que porra duplamente. Não era só os espíritos que não iam para o inferno que ficavam vagando??? Porra de roteirista sem critério). O diretor junto com o ex-guarda aguardam a chegada do pastor, invocando sua chegada. Antes dele, chegam a namorada do atleta e o maconheiro. Os quatro, então, saem a procura da loira possuída. Escondida ela pega o maconheiro e o mata, e a luta entre os possuídos começa. É uma suscesão de troca de corpos que resulta na saída de ambos os espíritos, que se degladiam em seus formatos etéreos. O ex-guarda pede aos três sobreviventes que escapem em sua caminhote e se oferece para os espíritos, que o possuem e ele explode.
Agora temos mais uma sucessão de furos. Os três saem na Toyota do ex-guarda, mas o que vemos sair do cemitério é a SUV da Chevrolet danificada pelo valentão. Quando mostra o interior do carro com os sobreviventes, vemos que é o interior da Toyota, mas quando mostra algumas cenas externas ao veículo, vemos que ela mostra a SUV da Chevrolet, até quando eles param novamente, ajustando novamente para a imagem da Toyota (a Asylum é bem cara de pau mesmo. Acha que ninguém iria notar estes furos. Vão pra puta que o pariu). O pastor possui o corpo do atleta, que mata a namorada e faz uma cara de tarado para a irmã loira, como que dizendo, antes de te matar, irei te foder. FIM
 
Com um pastor tarado sem motivo algum para matar, uma série de furos, um roteiro mais remendado e refeito de forma bizarra, reaproveitamento de cenas do outro roteiro para baratear o filme, atores canastrões tentando atuar, e um filme que se torna chato em certos pontos, temos mais uma bomba da Asylum. Outra coisa que não citei acima, por que cargas d'água o ex-guarda ainda estava morando perto do sanatório que já estava fechado a muito tempo?? Bom, aconselho àqueles que gostam de sofrer ou de rir, como eu, de todos os furos que se pode encontrar nesta tranqueira. Bom proveito (se é que se aplica a isto).
 
 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Rosto Morto

Amigos, mais um curta da Chama Video Independente.
Assistam, comentem. Apoiem a cena independente.


 

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

A Night to Dismember (1983)

 


 Depois de 5 anos de reclusão, acusada de alguns crimes bárbaros, em uma clínica psiquiátrica, Vicky volta para casa de seus pais, onde irá morar com, além de seus pais, seu irmão e sua irmã. Porém, logo após sua volta, mortes de familiares começam a acontecer. Um policial investiga o caso. Porém, será que as mortes foram mesmo cometidas por Vicky? Será que a maldição da família Kent, vinda de várias gerações, poderia ter sido contida mantendo a garota presa em um sanatário?
 
 
Depois de algum tempo sem escrever nada, me vi na obrigação de fazer comentários após assistir a esta pérola dos filmes independentes. Com status de cult, "A Night to Dismember" é uma verdadeira colcha de retalhos. A montagem do filme é horrível, muitas partes do som foram gravadas posteriormente e mal encaixadas junto ao vídeo, a maquiagem é terrível, os efeitos sonoros são péssimos (em algumas cenas é possível notar que o som é feito por uma pessoa). Só para exemplificar, em uma cena o policial-banana (irei chamá-lo assim de agora em diante) está observando Vicky pela janela. Ela está dançando para ele e fazendo um strip-tease, quando ouvimos um cachorro latir e o policial-banana se retira da janela. O por quê ele se retira da janela quando ouve o cachorro latir eu não faço a menor ideia, mas que o latido do cachorro foi feito por um gaiato que queria economizar em efeitos sonoros, isso se consegue notar de longe. Outra cena onde fica evidente que o som foi feito por um gaiato é quando um carro passa por sobre a cabeça de uma mulher. O som da cabeça sendo esmagada é algo que só escutando no filme para acreditar. Sabem aquele som que se faz com a boca para exemplificar alguém pisando em um monte de merda?? Se sim, terá uma ideia do que é o efeito sonoro da cabeça sendo esmagada...
 



Outro grande pecado do filme é a tentativa de ser gore; mostrar on screen cenas de desmebramento e evisceração sem ter o dinheiro nem a capacidade de fazer. O filme fica simplesmente ridículo. Todas as cenas de machadadas, facadas, decapitações, eviscerações, etc., são filmadas com cortes mal feitas, em uma velocidade de ação lenta (nem parece que ela está tentando acertar com o machado em alguém). Pode até ser que eles estavam tentando criar um efeito em camera lenta, mas a forma como foi feito é totalmente desprezível. E as cenas "enche-linguiça" para dar tempo de longa ao filme (ele tem em torno de 1:08:00). Uma hora vemos a irmã de Vicky dentro de casa com uma lanterna, logo depois ela sai para rua e está dia claro. As cenas das caminhadas na floresta, as cenas em que os personagens escutam um barulho e saem para conferir o que aconteceu. por falar nestas cenas, existem até aquela famosa cena do susto falso em que o gato pula em cima do protagonista. Mas é claro que neste filme ela é feita de uma maneira tão tosca, tão tosca, que somente assistindo para se ter ideia. Além disso, o final da cena é algo de se comentar. A assassina, depois de decapitar os amantes com um facão (estilo Jason Vorhees), pega a "cabeça" da garota (uma maquete de cera horrivelmente feita) e coloca no fogo.
 
 
 Vou falar um pouco do policial-banana. Ele narra o filme em terceira pessoa desde o início (e no final a narração continua para que vc acredite que o filme é uma história verdadeira). A sala da delegacia onde ele passa atendendo telefonemas e escrevendo em alguns papéis é um quartinho de empregada, que fica nos fundos de alguma casa. O policial é tão panaca, mas tão panaca, que nem uma arma ele carrega. Na cena final, onde ele é atacado por Vicky com um machado, ele vai até ela, que está com uma arma na mão, totalmente desarmado. E mata ela por sufocamento, como mostra a imagem abaixo.
 
 
Outra coisa tosca no filme é que ele tenta fazer um mistério sobre quem é assassina. Porém, nos primeiros 20 minutos de filme vc já vê uma imagem onde mostra quem é realmente que está matando as pessoas...
 
 
SPOILER
 
 
 
... que é a irmã de Vicky. Ou seja, todo o mistério que deveria ser revelado no final, é apresengtado no começo do filme. E o filme continua tentando enganar sobre o assassino até o final, quando de repente, como vc soubesse de tudo (é claro que sabe, mas o filme o leva até ali tentando fazer acreditar que Vicky é a assassina e, sem mais nem menos, te apresenta outra assassina do nada.
 
 
 
FIM DO SPOILER
 
 
Outra questão é que a irmã de Vicky tem um namorado, só que no meio do filme o cara desaparece e nunca mais volta a aparecer. Aliás, ele só aparece no começo, e em outra parte, mostra que a irmã de Vicky é apaixonada por outro cara. Bom, nem é bom tentar entender o que se passou pela cabeça do roteirista...
 

 
Enfim, um filme risível, para se assistir bêbdo e dando gargalhadas das péssimas interpretações (em especial do pai de Vicky e do cara morto decapitado pelo facão), em cenas de "olhos esbugalhados". Outras cenas de dar gargalhadas são quando os protagonistas saem correndo pela mata, fugindo da assassina, só que ao invés de correr, parecem que estão passeando, apreciando a natureza.
Pra quem gosta de tranqueira, é um prato cheio. O filme estava sendo terminado quando o laboratório que estava processando a filmagem faliu. Um dos empregados pegou a filmagem dele e destriui mais da metade. Posteriormente, a roteirista reescreveu e filmou novas cenas. Talvez por isso o filme tenha ficado esta merda completa que é. Assistam, se não para conhecer, para ver a atuação ridícula do policial-banana e para aprender como não fazer um filme de gore.